Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 20 de Outubro de 2019

Internacional

Xiitas voltam a sair às ruas da Nigéria para pedir libertação do líder espiritual

Expresso - Portugal
Foto: Divulgação / Assessoria ajpg.jpg

Centenas de xiitas do grupo Movimento Islâmico na Nigéria (IMN, na sigla inglesa) saíram esta quarta-feira às ruas da capital nigeriana, Abuja, pelo segundo dia consecutivo, pedindo a libertação do líder espiritual, Ibrahim Zakzaky, detido desde 2015.
Esta manifestação surge após confrontos com a polícia, na terça-feira, que mataram, segundo o IMN, pelo menos três membros do grupo.
Segundo a imprensa local, os membros do IMN iniciaram uma marcha de protesto junto da sede da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, provocando as forças policiais.
De acordo com a agência France-Presse, num muro junto dos protestos, o grupo inscreveu, com tinta vermelha, que "a polícia nigeriana abateu xiitas junto a Assembleia Nacional em 09/07/2019".
Na terça-feira, uma manifestação organizada pelo grupo assumiu proporções violentas, com o grupo a reclamar a morte de pelo menos três dos seus membros - incluindo uma criança de 14 anos - e onze feridos.
A polícia da capital justificou a morte de um dos manifestantes após este ter agarrado uma arma e disparado contra um polícia.
O IMN culpabiliza as forças policiais de Abuja pela violência na manifestação de terça-feira, insistindo que foi a polícia quem disparou primeiro.
"Alguns dos nossos membros, provavelmente, atiraram pedras", admitiu o porta-voz do IMN, Ibrahim Musa, que não acredita que os manifestantes tenham agarrado armas de fogo.
"Estamos muito zangados e não queremos que o nosso líder morra nas mãos do Governo federal", acrescentou Musa, que se referia ao pedido de ajuda do filho de Zakzaky, que no passado fim de semana considerou a detenção do seu pai, doente, como "um assassinato".
Zakzaky, que pede uma revolução islâmica inspirada pelos xiitas iranianos num Estado com maioria sunita, é um opositor das autoridades nigerianas há vários anos.
O opositor está detido desde 2015, quando o Exército disparou contra manifestantes, matando mais de 350 pessoas.
Em outubro do ano passado, os membros do IMN manifestaram-se em Abuja, sendo alvo de uma forte repressão pelas forças de segurança, que provocou a morte de 47 pessoas, segundo os xiitas e observadores, seis de acordo com os dados oficias do Governo.
LUSA
 

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