Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 24 de Junho de 2019

Internacional

Venezuela: Guaidó pede à população para marchar pacificamente junto de bases militares

Expresso
Foto: EVA MARIE UZCATEGUI / GETTY IMAGES Autoproclamado presidente venezuelano, Juan Guaidó

“Todos os nossos combates estão a acontecer e vão continuar a acontecer no quadro da Constituição”, garantiu o presidente da Assembleia Nacional, na qual a oposição está em maioria

O autoproclamado Presidente da Venezuela, Juan Guaidó, exortou nesta sexta-feira a população a marchar no sábado "de forma pacífica" para bases militares do país, para pedir ao Exército que deixe cair o Presidente do país, Nicolás Maduro. "Sabemos que devemos continuar a protestar (...), sabemos que devemos continuar, de forma pacífica e cívica, sem cair na armadilha" do Governo, afirmou Juan Guaidó, numa conferência de imprensa, citado pela France-Presse.

"Todos os nossos combates estão a acontecer e vão continuar a acontecer no quadro da Constituição", garantiu o também presidente da Assembleia Nacional, na qual a oposição está em maioria, acrescentando: "Estamos unidos e mais fortes que nunca".

A crise política na Venezuela agudizou-se, na terça-feira, quando o autoproclamado Presidente Juan Guaidó, que é apoiado por cerca de 50 países, incluindo os Estados Unidos da América, desencadeou um ato de força contra o regime de Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

O regime de Maduro, que tem o apoio da Rússia, além de Cuba, Irão, Turquia e alguns outros países, ripostou considerando que estava em curso uma tentativa de golpe de Estado e não houve progressos na situação, aparentemente dominada pelo regime.

Nicolás Maduro, que tem sido alvo de forte contestação nas ruas, mas que aparentemente continua a controlar as instituições, viu as chefias militares confirmaram-lhe a lealdade, mantendo a situação do país num impasse.

Pelo menos cinco manifestantes morreram, três dos quais menores, e 239 ficaram feridos nos protestos que se seguiram ao levantamento liderado por Guaidó, segundo informações das Nações Unidas.

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