Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 17 de Outubro de 2019

Agro e sustentabilidade

Período de seca prejudicou plantios de soja em MS, afirma pesquisador

Assessoria de Comunicação
Foto: Divulgação O pesquisador de fitossanidade da Fundação MS, Fernando Grigolli

São muitos os desafios encontrados pelos produtores rurais para cuidar bem de suas lavouras. Pragas, doenças e plantas daninhas podem afetar a produção, então, monitoramento constante é uma das chaves para o sucesso. Contudo, é preciso ficar de olho no clima e saber lidar com condições adversas. O pesquisador de fitossanidade da Fundação MS, Fernando Grigolli, afirma que o período de seca foi o principal desafio no cuidado com as plantas na última safra.

O assunto foi explanado durante palestra nesta quinta-feira (18), no Showtec 2019, em Maracaju. Por conta do forte período de estiagem, a previsão para a colheita ficou abaixo do esperado. Dados do Siga-MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul) mostram que a atual safra de soja no Estado deve chegar a cerca de 9 milhões de toneladas. A previsão inicial era de safra recorde, superior a 10 milhões de toneladas.

Mas, o que fazer para controlar pragas e doenças em condições climáticas adversas? Conforme o pesquisador, o importante é saber o objetivo da aplicação para fazer o ajuste da máquina com o alvo que está na planta. "Além disso, é fundamental entender as variações locais por conta da extensão territorial. O Brasil é muito grande, então é necessário saber o que cada região precisa para fazer um manejo eficiente".

Outro fator essencial quando o assunto é proteção de plantas, é entender que os alvos estão cada vez mais resistentes aos produtos químicos utilizados na agricultura brasileira. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, entre as principais plantas daninhas, estão o capim amargoso e buva.

O manejo correto e as aplicações sequenciais nos intervalos adequados são fundamentais para evitar problemas durante a safra. "Manejar essas plantas daninhas em período de pós-emergência da soja é muito mais difícil, pois não há muitas opções de herbicidas que sejam seletivos a cultura e isso pode causar efeito negativo".

Grigolli falou, ainda, sobre a mosca branca que, na seca, há aumento de sua população. "Essa praga é rápida e agressiva. Seu controle é feito por estádios de desenvolvimento e os produtos para aplicação são caros", alerta.

Já o percevejo marrom é um velho problema e ainda considerado uma grande ameaça. Novos ingredientes ativos estão chegando no mercado e o controle biológico ajuda no combate. O pesquisador esclarece que, no período reprodutivo, geralmente no florescimento pleno em diante, quando a praga inicia os danos econômicos nas plantas de soja, a população da praga encontra-se distribuída pelas lavouras. Neste momento, o controle deve ser realizado para evitar perdas de quantidade e qualidade dos grãos produzidos.

Sobre o Showtec

O Showtec é uma feira anual onde são apresentados produtos e serviços ligados ao setor agropecuário, lançamentos, inovações tecnológicas, sistemas de produção, palestras técnicas e resultados de pesquisas que contribuem para a sustentabilidade do segmento. A feira é destinada aos produtores e empreendedores rurais, técnicos agrícolas, acadêmicos, entre outros, e leva informações de forma direta e aplicável.

O evento é realizado pela Fundação MS e promovido pelo Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Sistema OCB/MS (Organização das Cooperativas Brasileiras) e Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), contando com patrocínio do Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e Sicredi. O Showtec conta, ainda, com o apoio da Prefeitura Municipal de Maracaju, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Semagro, Fundems, Banco do Brasil, Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (Febrapdp),Embrapa, Safras e Mercado, Rede ILPF, Agrisus, BioSul e Camiseta feita de pet. Como mídia oficial, conta com o Canal do Boi.

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