Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 19 de Outubro de 2019

Internacional

Trump vai mesmo ter de entregar a declaração de impostos dos últimos oito anos

Expresso - Portugal
Foto: Divulgação / Assessoria trumpjpg.jpg

Afinal, o Presidente dos Estados Unidos não está imune nem acima da lei: Donald Trump terá de apresentar a declaração de impostos - pessoal e das suas empresas - correspondente aos últimos oito anos, conta o “New York Times”. Um juiz federal aceita assim o pedido de procuradores de Manhattan para contrariar uma intransigência de Trump, que se transformou no primeiro Presidente em 40 anos a não exigir o tal documento.
Trump está a ser investigado pela sua relação com o ex-advogado, suspeito de fazer pagamentos suspeitos, como aquele a Stormy Daniels, a atriz porno que disse ter tido um caso com o Presidente dos Estados Unidos. Michael Cohen, o antigo advogado de Trump, caiu na teia da justiça depois de uma investigação federal sobre “hush money”, ou seja, pagamentos para calar alguém ou subornos para descomplicar a campanha presidencial. Em meados de dezembro, Cohen foi condenado a três anos de prisão por vários crimes - mentiu ao Congresso, financiamento ilegal da campanha de Trump e evasão fiscal, por exemplo. Essa investigação até foi terminada em julho, mas há pontas soltas
O juiz Victor Marrero escreveu 75 páginas para validar a posição da procuradoria de Manhattan, em Nova Iorque. O argumento de Trump que piscava à imunidade contra investigações judiciais, escreveu Marrero, “é repugnante para a estrutura governamental e para os valores constitucionais do país”. De acordo com aquele diário norte-americano, os advogados de Trump deverão avançar com um recurso. Falta também uma reação ou comunicado.
Trump negou entregar a declaração durante a campanha presidencial de 2016 mas, soube-se a 17 de setembro, procuradores de Nova Iorque intimaram a Mazars USA, a empresa de contabilidade que trata das contas e impostos de Trump, para entregar a folha misteriosa com dados pessoais e empresariais. Esses procuradores pediam então o acesso às contas de Trump desde 2011. A Mazars USA respondeu na altura que iria “cumprir com todas as obrigações legais”.

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