Campo Grande/MS, 15 de Dezembro de 2018

Fotojornalismo

Temer confirma Carlos Marun como novo ministro da Secretaria de Governo

Redação TerereNews
Foto: carlos-marun-tererenews- carlos-marun-tererenews-
carlos-marun-tererenews-

O presidente Michel Temer confirmou a integrantes da bancada do PMDB que o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) será o novo ministro da Secretaria de Governo.
Ele substituirá Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que pediu demissão nesta sexta-feira (8).
A expectativa é que a posse de Marun aconteça na próxima quinta (14).
À frente da Secretaria de Governo, Carlos Marun será responsável pela articulação política do governo. Caberá a ele a interlocução entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.
O nome de Marun para o ministério já era cotado desde novembro e chegou a ser anunciado nas redes sociais do Palácio do Planalto.
A mensagem, contudo, foi logo apagada. Isso porque houve reação de Imbassahy, que ganhou uma pequena sobrevida no cargo.

Marun em entrevista durante Convenção do PMDB em Campo Grande (arquivo)

A Secretaria de Governo
 
Como ministro, Marun terá como principal desafio neste ano a busca por votos a favor da reforma da Previdência Social.
A expectativa é que ele melhore o ambiente na bancada do PMDB e no "Centrão" a favor da reforma.
Há uma avaliação no Palácio do Planalto de que Imbassahy já estava inviabilizado na função por não ter interlocução com o "Centrão" e porque só conversava com uma parcela do PSDB.
Durante a análise da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, inclusive, Imbassahy foi esvaziado pelo "Centrão", o que levou o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, a assumir a articulação política.
 

[caption id="" align="alignnone" width="1024"] A Senadora Simone Tebet (PMDB/MS) e o Deputado Federal Carlos Marun (PMDB/MS) durante a Convenção do partido em Campo Grande.,[/caption]

Perfil
 
Integrante da "tropa de choque" que atuou na Câmara para barrar as denúncias da Procuradoria Geral da República contra Temer, Carlos Marun está no primeiro mandato como deputado federal e é o atual vice-líder do PMDB na Casa.
Marun também foi o presidente da comissão especial que analisou a reforma da Previdência.
O futuro ministro também integrou, entre 2015 e 2016, a "tropa de choque" que defendia o hoje deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética da Câmara.

As informações são do jornalista Gerson Camarotti / G1-Globo.

Fotos e vídeos: Tereré News

 

Leia também:

Imbassahy deixa Secretaria de Governo; Deputado Carlos Marun do MS é cotado para substituí-lo


EBC

O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira (8). Ele entregou sua carta de exoneração em que afirma ter sido “uma honra” fazer parte do governo de Temer e disse ter “trabalhado com foco para manter a estabilidade política do país”. Imbassahy é deputado federal do PSDB e havia se licenciado do mandato para ocupar o cargo no governo. Ele não explicou o motivo da saída, apenas citou “novas circunstâncias no horizonte”.

“Agora, senhor presidente, novas circunstâncias se impõem no horizonte. Agradeço ao meu partido, o PSDB, que entendeu que, após tarbalhar pelo impeachment [da ex-presidente Dilma Rousseff], e por coerência com a sua história, não poderia se omitir nesse processo de recuperação do país”, disse, na carta. O nome do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) já circula no Palácio do Planalto como provável substituto na Secretaria de Governo. A escolha, no entanto, ainda não é oficial. Marun tem sido um dos principais articuladores de Temer na Câmara dos Deputados.

Imbassahy também cita na carta a reforma da Previdência, afirmando que o governo precisa do apoio do Congresso para avançar no tema. Com sua saída do governo, ele retoma sua vaga na Câmara dos Deputados.

O presidente Michel Temer aceitou o pedido do agora ex-ministro. Em carta de resposta ao pedido de exoneração, Temer afirma que é grato pelo que Imbassahy fez pelo governo e pelo país. O presidente também ressalta que o ministro foi fundamental para ajudar o governo a atravessar “momentos delicados”. Temer destaca a amizade que tem com ele e afirma que O tucano continuará a defender os interesses do país no Congresso.

“Sou-lhe grato. Pelo que fez pelo nosso governo e pelo país. Os momentos difíceis a que você alude na carta foram enfrentados todos por mim, mas com seu apoio permanente. […] O meu prazer por tê-lo tido como companheiro de jornada foi duplo: primeiro, pelas razões a que já aludi, mas em segundo lugar, e não menos importante, pela amizade fraternal que surgiu ao longo desse fértil período de convivência. […] Sei que, no Parlamento, continuará a defender os interesses do Brasil”, respondeu o presidente.

PSDB

O PSDB já tem sinalizado que pode deixar a base do governo Temer, mas ainda não houve formalização. Diante de declarações de tucanos, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, chegou a confirmar a saída dos tucanos da base na semana passada. “O PSDB não está mais na base de sustentação do governo”, disse, em entrevista a jornalistas no final de novembro. “O PSDB tem interesses políticos que está procurando preservar. O presidente Michel Temer tem a responsabilidade de governar e preservar sua base de sustentação”, afirmou.

Imbassahy é o segundo tucano a deixar o governo. Antes, Bruno Araújo pediu demissão do cargo de ministro das Cidades em meio a rumores sobre uma possível reforma ministerial que envolveria a saída de integrantes do PSDB da equipe de governo. O ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes, negou que o partido tenha rompido com o governo.

“O que disse o ministro Padilha é que o PSDB não faz parte da base de governo. O PSDB apoia o programa do governo, o PSDB não rompeu com o governo. Participação no governo ou não é uma questão do presidente”, disse.

Neste sábado (9), o PSDB se reúne, em Brasília, para eleger o novo presidente e os membros da Executiva do partido. Durante a Convenção, há a expectativa para uma definição sobre a permanência ou não da legenda na base do governo.

*texto atualizado às 18h30 para correção de informações. Ao contrário do que informava o texto, Aloysio Nunes não é o único ministro do PSDB.

Edição: Amanda Cieglinski

Deixe seu Comentário