Temer confirma Carlos Marun como novo ministro da Secretaria de Governo

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O presidente Michel Temer confirmou a integrantes da bancada do PMDB que o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) será o novo ministro da Secretaria de Governo.
Ele substituirá Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que pediu demissão nesta sexta-feira (8).
A expectativa é que a posse de Marun aconteça na próxima quinta (14).
À frente da Secretaria de Governo, Carlos Marun será responsável pela articulação política do governo. Caberá a ele a interlocução entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.
O nome de Marun para o ministério já era cotado desde novembro e chegou a ser anunciado nas redes sociais do Palácio do Planalto.
A mensagem, contudo, foi logo apagada. Isso porque houve reação de Imbassahy, que ganhou uma pequena sobrevida no cargo.

Marun em entrevista durante Convenção do PMDB em Campo Grande (arquivo)

A Secretaria de Governo
 
Como ministro, Marun terá como principal desafio neste ano a busca por votos a favor da reforma da Previdência Social.
A expectativa é que ele melhore o ambiente na bancada do PMDB e no “Centrão” a favor da reforma.
Há uma avaliação no Palácio do Planalto de que Imbassahy já estava inviabilizado na função por não ter interlocução com o “Centrão” e porque só conversava com uma parcela do PSDB.
Durante a análise da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, inclusive, Imbassahy foi esvaziado pelo “Centrão”, o que levou o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, a assumir a articulação política.
 

A Senadora Simone Tebet (PMDB/MS) e o Deputado Federal Carlos Marun (PMDB/MS) durante a Convenção do partido em Campo Grande.,

Perfil
 
Integrante da “tropa de choque” que atuou na Câmara para barrar as denúncias da Procuradoria Geral da República contra Temer, Carlos Marun está no primeiro mandato como deputado federal e é o atual vice-líder do PMDB na Casa.
Marun também foi o presidente da comissão especial que analisou a reforma da Previdência.
O futuro ministro também integrou, entre 2015 e 2016, a “tropa de choque” que defendia o hoje deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética da Câmara.

As informações são do jornalista Gerson Camarotti / G1-Globo.

Fotos e vídeos: Tereré News

 

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EBC

O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira (8). Ele entregou sua carta de exoneração em que afirma ter sido “uma honra” fazer parte do governo de Temer e disse ter “trabalhado com foco para manter a estabilidade política do país”. Imbassahy é deputado federal do PSDB e havia se licenciado do mandato para ocupar o cargo no governo. Ele não explicou o motivo da saída, apenas citou “novas circunstâncias no horizonte”.

“Agora, senhor presidente, novas circunstâncias se impõem no horizonte. Agradeço ao meu partido, o PSDB, que entendeu que, após tarbalhar pelo impeachment [da ex-presidente Dilma Rousseff], e por coerência com a sua história, não poderia se omitir nesse processo de recuperação do país”, disse, na carta. O nome do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) já circula no Palácio do Planalto como provável substituto na Secretaria de Governo. A escolha, no entanto, ainda não é oficial. Marun tem sido um dos principais articuladores de Temer na Câmara dos Deputados.

Imbassahy também cita na carta a reforma da Previdência, afirmando que o governo precisa do apoio do Congresso para avançar no tema. Com sua saída do governo, ele retoma sua vaga na Câmara dos Deputados.

O presidente Michel Temer aceitou o pedido do agora ex-ministro. Em carta de resposta ao pedido de exoneração, Temer afirma que é grato pelo que Imbassahy fez pelo governo e pelo país. O presidente também ressalta que o ministro foi fundamental para ajudar o governo a atravessar “momentos delicados”. Temer destaca a amizade que tem com ele e afirma que O tucano continuará a defender os interesses do país no Congresso.

“Sou-lhe grato. Pelo que fez pelo nosso governo e pelo país. Os momentos difíceis a que você alude na carta foram enfrentados todos por mim, mas com seu apoio permanente. […] O meu prazer por tê-lo tido como companheiro de jornada foi duplo: primeiro, pelas razões a que já aludi, mas em segundo lugar, e não menos importante, pela amizade fraternal que surgiu ao longo desse fértil período de convivência. […] Sei que, no Parlamento, continuará a defender os interesses do Brasil”, respondeu o presidente.

PSDB

O PSDB já tem sinalizado que pode deixar a base do governo Temer, mas ainda não houve formalização. Diante de declarações de tucanos, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, chegou a confirmar a saída dos tucanos da base na semana passada. “O PSDB não está mais na base de sustentação do governo”, disse, em entrevista a jornalistas no final de novembro. “O PSDB tem interesses políticos que está procurando preservar. O presidente Michel Temer tem a responsabilidade de governar e preservar sua base de sustentação”, afirmou.

Imbassahy é o segundo tucano a deixar o governo. Antes, Bruno Araújo pediu demissão do cargo de ministro das Cidades em meio a rumores sobre uma possível reforma ministerial que envolveria a saída de integrantes do PSDB da equipe de governo. O ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes, negou que o partido tenha rompido com o governo.

“O que disse o ministro Padilha é que o PSDB não faz parte da base de governo. O PSDB apoia o programa do governo, o PSDB não rompeu com o governo. Participação no governo ou não é uma questão do presidente”, disse.

Neste sábado (9), o PSDB se reúne, em Brasília, para eleger o novo presidente e os membros da Executiva do partido. Durante a Convenção, há a expectativa para uma definição sobre a permanência ou não da legenda na base do governo.

*texto atualizado às 18h30 para correção de informações. Ao contrário do que informava o texto, Aloysio Nunes não é o único ministro do PSDB.

Edição: Amanda Cieglinski

Tereré News

Editor - Tereré News

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