Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 18 de Setembro de 2019

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SUV do Argo deve ser lançado pela Fiat apenas em 2021

Estadão
Foto: Divulgação / Assessoria suvjpg.jpg

A Fiat está trabalhando no desenvolvimento de um SUV baseado na plataforma do Argo. Com ele, a marca finalmente terá um representante na categoria mais efervescente do mercado. Ali estão Honda HR-V, Jeep Renegade, Nissan Kicks, Hyundai Creta e Volkswagen T-Cross – apenas para citar os principais protagonistas.
A má notícia é que esse carro tinha de estar pronto “para ontem”, mas deverá chegar apenas em 2021. Por enquanto, o SUV do Argo é conhecido apenas pelo codinome Projeto 363.
Ele utiliza como base a plataforma do hatch (MP1), porém com mudanças. Para suportar o monobloco de dimensões maiores, ele trará suspensão reforçada. De acordo com o site Autos Segredos, a suspensão dianteira será semelhante à utilizada nos aposentados Linea e Bravo, enquanto a traseira será a do Argo, com as alterações necessárias.
Isso significa que o SUV da Fiat não deverá brigar em preços com o “primo” Jeep Renegade. O modelo montado pela FCA em Goiana (PE) tem suspensão independente (e reforçada) nas quatro rodas. Não há previsão de motorização diesel, tampouco de tração 4×4. Diferentemente do Renegade, o modelo da Fiat terá proposta mais urbana (como os demais integrantes da categoria, aliás).
SUV terá motor 1.0 turbo
A vantagem de “chegar tarde” é que o modelo deverá nascer com os novos motores turbo da família Firefly. Estima-se que o SUV virá equipado com o 1.0 turbo flexível de três cilindros. Além da turbina, o propulsor receberá também cabeçote de 12 válvulas (o modelo aspirado tem apenas seis). De acordo com o site Autos Segredos, a potência deverá ficar na casa dos 130 cv, enquanto o torque ficará em torno dos 17 a 19 mkgf. As versões mais baratas provavelmente receberão o 1.3 de quatro cilindros, aspirado. No Argo, ele rende até 109 cv.
Largando na fila de trás
A Fiat sempre foi reconhecida pela rapidez na tomada de decisões, além de manter uma certa autonomia em relação à matriz. Foi assim que a marca italiana teve sacadas espertas como a linha aventureira no final dos anos 90, bem antes das concorrentes.
A marca de Betim também teve uma jogada de mestre ao lançar a picape Strada com cabine dupla, há dez anos. Tudo isso, no entanto, foi antes da compra do grupo Chrysler, que resultou no megragrupo FCA. Corpos maiores costumam perder agilidade. Com isso, as decisões demoram mais.
Assim, a Fiat assistiu a concorrência lançar diversos SUVs compactos. Não de camarote, mas sentada na arquibancada. Pode-se argumentar que o grupo FCA é líder no segmento, com o Renegade e também com o Compass, ambos sucessos retumbantes. Mas, para o funcionário que trabalha em Betim, isso conta muito pouco. A fábrica mineira precisa ter produtos competitivos, para manter rentabilidade.
Fiat ocupa o terceiro lugar
Atualmente, a Fiat ocupa o terceiro lugar em vendas, considerando automóveis de passeio e comerciais leves. No acumulado do ano até julho, a montadora detém 13,77% do mercado, atrás de Chevrolet (17,73%) e Volkswagen (15,09%). Esse resultado, no entanto, deve-se muito às vendas das picapes Strada e Toro.
Não fosse o segmento de comerciais leves (onde é líder, com 41,22%), a participação da Fiat despencaria. Considerando apenas automóveis, a Fiat ocupa a quinta colocação, com 8,99%. Além de Chevrolet e Volkswagen, ela aparece atrás também de Renault e Hyundai. O carro de passeio mais vendido da marca, o Argo, aparece apenas na sétima posição do ranking. Não há muito tempo a perder.

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