Seis ideias de presentes incríveis para o Dia das Mães

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Nos últimos dias, no Fla x Flu eterno das redes sociais, vi amigos contando se eram ou não favoráveis ao Dia das Mães. Muitos dos contrários argumentam que se trata de uma data puramente comercial, que só serve para fazer girar a economia e, ainda por cima, para que empresas sem noção reforcem o estereótipo da mãe como provedora do lar e da família.

Pessoalmente, eu gosto de Dia das Mães. Gosto de ganhar abraços e beijinhos e café da manhã especial (olha a dica!). Gosto de homenagear e agradecer minha mãe, as mães dos meus amigos, mulheres admiráveis e fortes. Mas acho também que Dia das Mães deve ser uma oportunidade para a gente repensar a maternidade, a forma como nós enxergamos as mulheres que executam esse papel e as suas necessidades. Então, aqui vai uma lista de coisas que seriam presentaços para nós:

Creches públicas de qualidade
Uma das coisas que mais angustia as mães de bebês pequenos na hora de voltar ao trabalho é com quem deixar o/a filho/a. O governo só oferece vagas para cerca de 25% das crianças brasileiras, o que significa que as outras 75% ficam em creches pagas, com babás ou com parentes. É uma loteria e quem, como eu, consegue voltar ao batente com tranquilidade tem muita sorte. Este texto aqui fala mais sobre a importância de discutirmos o assunto.

Fim do preconceito no mercado de trabalho
Na entrevista de emprego, é batata: o empregador sempre quer saber se a gente tem filhos (ou se pensa em engravidar) e, salvo exceções, o motivo da curiosidade não é nobre. “Sabe o que é? Nós gostamos muito de você, mas a gente precisa de alguém que realmente vista a camisa, que não tenha hora para sair”, ouviu uma amiga, mãe de duas meninas, recentemente. É cruel, é injusto e é crime (por enquanto).

Divisão do trabalho doméstico
Esse aí é um presentão para as mulheres em geral! O estudo mais recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o assunto revela que as mulheres trabalham, em média, 7,5 horas a mais que os homens por semana. É quase um dia inteiro de trabalho a mais para cuidar da casa, da comida, da roupa, da louça e de acudir os filhos.

Reconhecimento do papel social da maternidade
Cuidar de gente deveria ser um dos trabalhos mais bem remunerados da nossa sociedade. Cuidar de criança, então, mais ainda. Quando nós, mães e cuidadoras, nos dedicamos a nutrir e educar meninos e meninas na primeira infância, estamos também investindo nas gerações futuras, nas pessoas que, oremos, farão do mundo um lugar melhor. O filme “O Começo da Vida”, disponível na Netflix, dá uma ideia disso.

Fim do mother shaming
“Olha ela lá, dando batata frita para o menino”, “Mas vai mamar de novo? Vai ficar mal acostumado”, “Se fosse meu filho, jamais faria essa birra no supermercado”… a lista de frases que julgam as mães é tão irritante quanto interminável.

Curioso mesmo é que quase ninguém se levanta para perguntar se a mãe está precisando de ajuda, tampouco onde está o pai. O mundo seria muito melhor se houvesse menos palpite na vida das mães.

Reconhecimento e valorização de todos os tipos de família
Finalmente, e não menos importante: em um mundo em que há tantas mães solo, mães que são pais, casais de mulheres que criam lindamente seus filhos, avós e tias que são mães, entre outros inúmeros arranjos possíveis, precisamos reconhecer a valorizar todos os tipos de família.

Não é a fórmula pai+mãe+filhos do comercial de margarina que garante a formação de adultos mentalmente saudáveis, mas sim o amor e o respeito.
Viva nós!

Fonte: metropoles.com.br – Carolina Vicentin

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Tereré News

Editor - Tereré News

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