Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 19 de Julho de 2019

Ciência

Saneamento básico ainda não é prioridade em Rondônia

Solano Ferreira
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Não dá para entender a conta feita pelos gestores rondonienses quanto a política de saneamento básico. Os índices de investimentos em infraestrutura e, principalmente, na coleta e tratamento de esgoto sanitário é apavorante. Falta visão sobre o problema; faltam projetos para buscar recursos; falta vontade de solucionar o problema.
 
Não é de hoje que o problema existe. No início do século XX, o médico sanitarista Oswaldo Cruz lançou com sucesso campanhas sanitárias no Rio de Janeiro e de lá partiu para outros lugares fazendo inspeções em portos. Na Amazônia a decepção foi tamanha que rendeu cartas específicas sobre os caos percebidos em Belém do Pará e Porto Velho, Rondônia, onde descreveu situações críticas com o saneamento básico. A situação precária ocasionou a campanha de vacinação contra afebra amarela em Belém e estabeleceu um plano de combate à malária em Porto Velho, ocasião da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
 
Parece que Oswaldo Cruz foi um dos poucos a perceber e ter a preocupação. Pouco foi feito desde 1910 até os dias atuais. O Norte continua sendo a região brasileira com pior desempenho no quesito e Rondônia continua rastejando nesse tipo de investimento.
 
Entre as consequências temos populações adoecidas nos municípios, atacadas por verminoses e diarreias, cheias de doenças ocasionadas pala falta de saneamento básico e, principalmente, da coleta de esgoto com tratamento adequado.
 
Se esse tipo de investimento for priorizado, os municípios terão menos gente nas filas dos postos de saúdes em busca de consultas e remédios, e as unidades hospitalares com menos gente nos leitos de internações. Reflexo que lá no passado, o doutor Oswaldo Cruz já tinha alertado e nos tempos atuais, o doutor Dráuzio Varela por diversas vezes já despertou o tema para que os gestores pudessem se preocupar na busca de soluções que resultem no bem-estar da população.

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