Campo Grande/MS, 17 de Outubro de 2018

Campo Grande

Representante da PRODTEA pede criação de Centro de Tratamento para Transtorno do Espectro Autista

Redação TerereNews
Foto: prodtea prodtea
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Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (14), Naína Dibo, usou a Tribuna para falar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O convite foi feito pelo vereador Papy.

Naína Dibo faz parte da Associação de Pais Responsáveis Organizados pelas Pessoas com Deficiência e Transtorno do Espectro Autista (PRODTEA). “Segundo o último senso do IBGE, há dois milhões de autistas no Brasil, isso é apenas uma estimativa, não é o numero correto com pessoas com a deficiência. Aqui na Capital são oito mil pessoas com autismo, no Estado são 20 mil pessoas. A cada 59 pessoas que nascem, uma nasce com autismo, o número tem crescido de uma forma alarmante. A estimativa é que em  2025 a cada 2 crianças que nascerem, uma vai ser autista”, alertou Naína.

Conforme Naína explicou, a APAE é a única instituição que atende o estado inteiro, “com uma lista de espera gigantesca, e as pessoas que têm atendimento não tem atendimento adequado”, complementou.

Naína relatou que tem um filho de nove anos com autismo e que com tratamento adequado teve avanços com seu desenvolvimento. “Meu filho não tinha prospectiva de fala, por eu ter tido condição de dar o tratamento adequado, hoje, ele fala, ele escreve o nome dele”, afirmou.

Naína destacou em seu discurso a necessidade da construção de um Centro de Tratamento para o Espectro Autista na Capital. “Conseguindo fazer um centro aqui na Capital, além de estar à frente de todo o Brasil, poderíamos profissionalizar muitas pessoas. Temos capacidade de fazer parceria com faculdades, desde medicina à nutrição. Têm crianças que não conseguem fazer o diagnóstico porque o profissional não tem capacidade de enxergar o problema. Eu tenho certeza que se conseguíssemos implantar esse centro nós traríamos mudança na vida de muitas pessoas e tornaríamos referência no Brasil. Precisamos de políticas públicas urgentes, não estamos conseguindo atender a todos, somos uma ONG, não conseguimos atender a todos”, finalizou.

 

Dayane Parron
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

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