Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 22 de Agosto de 2019

Saúde

Região do Universitário recebe força-tarefa de combate ao mosquito Aedes aegypti

Prefeitura Municipal de Campo Grande/MS
Foto: Prefeitura Municipal de Campo Grande/MS Força-tarefa de combate ao mosquito Aedes aegypti

A região atendida pela Unidade Básica de Saúde Doutor Germano Barros de Souza, no bairro Universitário, foi alvo na manhã dessa terça-feira (06) de um mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti -transmissor da dengue, zika e chikungunya. A área é uma das que tem o maior índice de infestação do mosquito transmissor da doença.

Cerca de 60 agentes de saúde foram mobilizados para a ação, que começou por volta das 8h30. Dentro do cronograma semanal, estão mais de 4,5 mil imóveis que devem ser visitados, levando em consideração somente as áreas próximas aos quarteirões onde foram encontrados focos do mosquito anteriormente.

Durante a ação, além as visitações em residências, os agentes também fazem a distribuição de materiais informativos nos comércios, além da limpeza e busca-ativa por focos  nos terrenos baldios.

A professora Simone Miranda Lima, de 31 anos, recebeu a visita de uma das agentes de saúde e alerta sobre a importância do mutirão. “Meu filho teve dengue há uns dois meses, ele ficou treze dias internado”, lembra.

Simone garante que faz a sua parte dentro de casa, deixando sempre o terreno limpo e evitando qualquer foco de proliferação do Aedes aegypti, mas mesmo assim não pôde garantir a saúde do filho, de apenas sete anos.

O mesmo faz o aposentado Minervino Alves dos Reis, de 74 anos, que é um exemplo para os vizinhos, mantendo o quintal da casa dele sempre impecável, e que fez duras críticas ao vizinho, que foi flagrado com lixo e pneus cheios de água. “É só questão de consciência, se ele quiser em duas horas consegue arrumar tudo”, conclui.

O aposentado lembra que o vizinho estava viajando, mas faz somente três dias que ele saiu da cidade e o lixo encontrado pelos agentes de saúde está no local há muito mais tempo.

De acordo com o último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o Liraa, a região ainda tem cerca de 2,3% dos imóveis com algum foco do mosquito, sendo que o indicado é que esse valor não seja superior a 1%.

Dados epidemiológicos.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado esta semana pela Superintendência de Vigilância em Saúde, no mês de julho foram notificados 474 casos de dengue, o que representa uma redução de quase 80%, quando se comparado com o mês anterior. Em junho foram registradas 2.281 notificações.

De janeiro até agora foram mais de 38 mil casos da doença notificados, sendo 8,7 mil confirmados e oito óbitos. Foram notificados 397 de zika e 201 chikungunya no mesmo período. Boletim epidemiológico completo disponível aqui.

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