Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 18 de Setembro de 2019

Agro e sustentabilidade

Proteína de pólen de oliveira melhora diagnóstico de alergia

Agrolink
Foto: Divulgação / Internet Oliveira

Isso pode aumentar o cultivo de azeitonas no mundo todo

O pólen de oliveira é a segunda causa mais frequente de alergia respiratória na Espanha, atingindo o primeiro lugar em áreas onde o seu cultivo é extensivo, como a Andaluzia. Uma equipe de pesquisa espanhola detectou o conjunto de proteínas deste pólen, incluindo seus alérgenos, fornecendo informações relevantes para o diagnóstico de alergia. 

A identificação de duzentas proteínas alergênicas do pólen da oliveira que compõem seu proteoma vai melhorar o diagnóstico dessa alergia comum e lançar novas pistas sobre a biologia básica dessa árvore, segundo pesquisa liderada pela Universidade Complutense de Madri (UCM). A oliveira cultivada (Olea europaea variante europaea) é essencial para o consumo de azeite e azeitonas pela população dos países mediterrânicos. Além disso, a promoção da dieta mediterrânea fez com que o cultivo de azeitonas se espalhe para muitos outros países, como os Estados Unidos, a China ou a Austrália. 

“De fato, foi o enorme interesse em compreender os mecanismos biológicos da produção de azeite que levou à identificação do conjunto de genes, ou genoma, da oliveira, a variante selvagem da qual se originam as oliveiras cultivadas. A recente publicação desses dados e seu fácil acesso nos deram uma excelente oportunidade para elucidar o proteoma do pólen da azeitona”, explica Pablo San Segundo, um pesquisador de pré-doutorado no Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UCM e co-autor principal do trabalho, que foi publicado no Journal of Proteome Research. 

Para realizar o estudo, os pesquisadores tiveram acesso a uma tecnologia de alta performance conhecida como espectrometria de massa acoplada à cromatografia líquida através da Unidade de Proteômica e Genômica do Centro de Pesquisas Biológicas do CSIC. Com essa técnica, os cientistas conseguiram identificar quase duas mil proteínas diferentes, a maioria delas envolvidas em processos metabólicos que ocorrem durante a polinização. 

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