Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 23 de Setembro de 2019

Campo Grande

Projeto proporciona integração entre teoria e prática sobre a 14 de Julho

Prefeitura Municipal de Campo Grande / MS
Foto: Prefeitura Municipal de Campo Grande 14 de Julho


No mês em que se comemora os 120 anos de Campo Grande, a principal rua de comércio da capital ganha visibilidade também do ponto de vista histórico. Nesta terça-feira, estudantes de turismo e arquitetura tiveram uma aula diferente, aliando a teoria e a prática em uma conversa sobre o processo pelo qual está passando a área central da cidade. O projeto Diálogos, organizado pela Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), teve a participação da Secretaria de Cultura e Turismo do Município (Sectur), da coordenação do Programa Reviva Campo Grande e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

Segundo o diretor de planejamento ambiental do Planurb, Rodrigo Giansante, o objetivo do projeto é levar informações sobre vários temas, proporcionando a interação entre diálogo e parte prática, no caso do Diálogo de Inverno realizado hoje, a visita às obras da Rua 14 de Julho. “Queremos evidenciar que, com a requalificação, o objetivo é dar vida ao local, resgatar a história e provocar a interação. Nossa cultura está na história da cidade”.

A coordenadora do Reviva Campo Grande, Catiana Sabadin, ressaltou que a população mais nova não viveu o auge da 14 de julho e, por isso, muitos não têm a afetividade pelo centro. “A ideia é resgatar a história, trazendo uma estrutura mais moderna que atraia essa população. Um local onde a gente possa ter experiências sociais é crucial. Precisamos entender como se dá o processo de crescimento da cidade e a área central é histórica”.

Esse sentimento de pertencimento do qual tanto se fala, foi destacado pela professora Daniela Garcia, da UEMS. Ela ainda destacou a rua 14 de Julho e sua importância na atividade turística, e lembrou o início da função comercial da via com a vinda da ferrovia para a capital.

“Toda mudança gera impactos positivos e negativos. É impossível revitalizar, fazer mudança físicas, sem tem impactos, mas agora o desafio da revitalização é conscientizar o comércio sobre a importância cultural e turística dos imóveis”.

Laimute Laupinaitis, acadêmica de turismo da UEMS vê o potencial turístico da nova 14 de Julho como muito promissor. “O turista precisa se sentir confortável quando está visitando um local, e todo mundo gosta de beleza. Se você chega em uma cidade e tem seu patrimônio histórico conservado, você também precisa ver coisas modernas. Um comércio bonito, vistoso, vai ajudar muito a atrair turistas e fazer com que eles falem bem da nossa cidade lá fora”.


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