Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 23 de Setembro de 2019

Campo Grande

Prefeitura conclui pavimentação de rotatória do macroanel na MS-080

Prefeitura Municipal de Campo Grande / MS
Foto: Prefeitura Municipal de Campo Grande macroanel na MS-080


Com a pavimentação nesta quarta-feira (4) da última alça de acesso, a Prefeitura concluiu a implantação  na saída para Rochedo da segunda rotatória do setor norte do macroanel,  ligação entre a MS-080 e a BR-163 (saída para Cuiabá). São 10,500 metros de alças de acesso , pistas de desaceleração e acostamento, somando mais de 1 quilômetro de pavimentação.

Nesta semana, a empreiteira responsável pela obra terminou a pavimentação da outra rotatória, no entroncamento com a MS-010 (saída para Rochedinho. São 14.700 metros quadrados de alças de acesso, uma extensão de 1,4 quilômetro de pistas dimensionadas para absorver o fluxo pesado, principalmente de carretas e caminhões de frigoríficos entre as saídas para Cuiabá (BR-163), Aquidauana/Sidrolândia (BR-262 e BR-060), onde estão localizados dois núcleos industriais e uma indústria frigorífica.

A pista da estrada, no sentido Rochedinho, teve 400 metros duplicados (com alça de acesso); avança 500 metros em direção a BR-163 e 500 metros no sentido Rochedo (MS-040). A rotatória na saída para Rochedo tem 10.500 metros quadrados.Vencida esta etapa da obra, nas duas rotatórias serão construídos o meio fio, feito o plantio de grama e implanta a sinalização horizontal e vertical ao longo dos 24 quilômetros do trajeto.

Com a  conclusão das  duas rotatórias, faltará apenas a construção da terceira rotatória, na BR-163. O projeto  está em análise no DNIT e na ANTT,  com previsão de ser aprovado até outubro, quando então poderá ser iniciada. Serão feitos ainda acessos a 24 propriedades que margeiam os 24  quilômetros do traço deste último braço do macroanel, construídas canaletas de drenagem, sinalização e plantio de grama no aterro das rotatórias.

Para retomar as obras do macroanel, paradas desde 2014,  a Prefeitura de Campo Grande teve de fazer readequações no projeto, negociar junto ao Governo Federal a suplementação de recursos para custear  intervenções que não estavam previstas no convênio original, firmado em 2009.

No trecho entre as saídas de Rochedinho e Cuiabá,  por exemplo, quando foi retomada a terraplanagem, constatou-se a necessidade de dois  “colchões”  de pedras para drenagem da água de duas nascentes localizadas no trecho, em nova  sondagem,  ao custo de R$ 600 mil. São estruturas de 250 metros de extensão, cada um, com dois drenos laterais. Isto evitará que a água aflore, arrastando o aterro da pista.

Também foram feitas mudanças nos projetos das três rotatórias para comportar o tráfego de caminhões pesados, como as carretas bitrens, parte do tráfego pesado que o trecho vai absorver, migrando da Avenida Cônsul Trad. A rotatória da MS-060 deve ser redimensionada para se adequar a duplicação deste trecho da rodovia executada ano passado. Foi preciso negociar com o proprietário da fazenda localizado às margens, que cedeu 10 hectares para servir de faixa de domínio da rodovia.

“Se mantido o projeto original,  os caminhões maiores não têm como fazer rotatórias sem o risco de tombar”, explica o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese. Pistas e alças mais largas exigiram maior volume de terraplanagem e material de pavimento.  O setor norte do macroanel foi projetado para ligar as saídas de Cuiabá e Aquidauana (BR-262), passando pelas saídas de Rochedinho e Rochedo (etapa em execução). Os caminhões de cargas que tenham como destino o núcleo industrial do Indubrasil ou a saída de São Paulo, terão uma alternativa de  tráfego sem passar pelo Centro da cidade.

Além de readequar os projetos, nos últimos dois anos para garantir a continuidade da obra, a Prefeitura conseguiu concluir a negociação  com os proprietários que tinham áreas no traçado do macroanel, que atravessou 46 propriedades.  Dos 24 quilômetros de todo o trecho em obras,  foram executados os últimos seis quilômetros, entre as saídas de Rochedinho e Cuiabá. No quilômetro final, antes de chegar até a MS-010, foi preciso negociar a desapropriação com os proprietários.


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