Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 22 de Setembro de 2019

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Polícia investiga mais 13 possíveis casos ligados a Marinésio

Correio Braziliense
Foto: Divulgação / Assessoria httpariquemesonlinecombrimg369338gpoliciajpg.jpg

Marinésio dos Santos Olinto, 41 anos, será indiciado pelo homicídio duplamente qualificado da auxiliar de cozinha Genir Pereira de Sousa, 47. O inquérito será remetido à Justiça nesta semana. Ainda será decidido se o cozinheiro responderá por feminicídio e estupro. No dia 18 de setembro, o caso da advogada Letícia dos Santos Curado de Melo, 26, também será entregue ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Nesta terça-feira (10/9), completam 15 dias que o corpo da advogada foi encontrado na DF-250, próximo ao Vale do Amanhecer, em Planaltina.
O cozinheiro está preso temporariamente desde 24 de agosto, inicialmente como suspeito de assassinar Letícia. Ele confessou o crime aos agentes da 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina) dois dias depois, ao ser confrontado com as provas adquiridas, como o vídeo da vítima entrando na Blazer prata do acusado. No mesmo dia, ele confirmou ter matado Genir.
Investigadores da 31ª DP aguardam os laudos do caso da advogada para confirmarem a versão prestada por Marinésio. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) examinam o corpo de Letícia, a cena do crime e o carro dele. As análises indicarão se a vítima sofreu violência sexual e se foi morta dentro do automóvel. Além disso, o material genético do assassino confesso será cruzado com o banco de dados de mulheres estupradas e mortas no Distrito Federal.
Em andamento
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Desde a repercussão do caso, sete mulheres procuraram a polícia. Cinco denúncias são investigadas na 31ª DP. Os relatos indicam que Marinésio tinha o costume de se apresentar como motorista de transporte pirata para fazer as vítimas entrarem no carro dele. Em depoimento à Divisão de Repressão ao Sequestro (DRS), em 29 de agosto, o cozinheiro alegou que tentava “conquistar” as passageiras e, se elas não cedessem às investidas, eram deixadas na rua.
Outros dois casos são investigados pela 6ª DP (Paranoá) como estupro. As vítimas são uma adolescente de 17 anos e uma copeira, de 43. Os casos teriam ocorrido em abril deste ano no Itapoã e, em 2017, no Paranoá, respectivamente. As mulheres relataram que Marinésio usou uma faca para obrigá-las a entrarem em um carro vermelho.
Policiais apuraram que o irmão do cozinheiro tinha um veículo como o descrito pelas vítimas, mas que foi vendido. Na quinta-feira, agentes levaram o automóvel à 6ª DP. A adolescente confirmou que o Fiat Pálio vermelho tinha sido usado por Marinésio no ataque. No mesmo dia, ela e a copeira foram até a carceragem da Polícia Civil, para o reconhecimento pessoal. Ambas apontaram o cozinheiro como autor dos estupros. Os casos continuam em investigação.
Na DRS, Marinésio é suspeito de quatro crimes de desaparecimento de mulheres. Ele prestou esclarecimento sobre um dos casos, o da empregada doméstica Gisvânia Pereira dos Santos, 33 anos, sumida desde outubro passado, em Sobradinho. Ele negou envolvimento.
O cozinheiro é investigado em dois casos de 2013: o da garçonete Fabiana Santana Alves, 21, que desapareceu no Itapoã, e Vanessa da Silva Cardoso, 28, em Planaltina. O último crime é o da babá Antônia Rosa Rodrigues Amaro, 47, em 2015. Ela sumiu no Lago Sul, ao pegar um transporte pirata. O corpo da vítima foi encontrado em córrego do Paranoá, um ano depois.
Na 10ª DP (Lago Sul), um caso foi reaberto em 29 de agosto, o da adolescente Carolina Macedo Santos, 15. Ela era amiga da filha de Marinésio e vizinha da família. A garota sumiu em 17 de maio de 2018, em uma parada de ônibus no Vale do Amanhecer, em Planaltina. Ela apareceu morta no Lago Paranoá. À época, policiais concluíram que a garota cometeu suicídio. Contudo, o laudo cadavérico indicou sinais de asfixia.
 Sarah Peres
 

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