Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 15 de Outubro de 2019

Internacional

Pais de brasileiro de 4 anos abandonado na fronteira negam ter alugado a criança

Gazeta News
Foto: Divulgação / Assessoria paisjpg.jpg

Os pais de um menino de 4 anos que foi abandonado na fronteira entre o México e os Estados Unidos foram localizados com a ajuda de ativistas brasileiros na terça-feira (8). Eles negam as acusações nas redes sociais que teriam alugado os filhos para outros casais atravessarem a fronteira, de acordo com entrevista publicada pelo Globe News USA.
O menino, identificado como Kalvyn Klayn Alexsandro Costa Silva, atravessou a fronteira com um casal há mais de um mês. Ele teria sido abandonado depois que o casal foi preso pela imigração no Texas, de acordo com um post no Facebook feito pelo grupo Brazilian Women’s Group, de Allston.
O menino, que saiu de Gonzaga, em Minas Gerais, foi levado para uma instituição para menores desacompanhados em Chicago.
De acordo com uma atualização do post, no espaço de uma hora, os pais da criança foram identificados na terça-feira (8), graças ao compartilhamento nas redes sociais e no aplicativo Whatapp. A mãe da criança mora na Pensilvânia e já teria entrado em contato com o abrigo para recuperá-la.
Versão dos pais
Em entrevista ao Globe News USA, os pais do menino, identificados como Jussara Maria da Silva e Rejano Assis Costa, negam que o menino tenha sido abandonado. Eles afirmaram que há seis meses doaram o menino em cartório ao casal que entrou com ele nos EUA há aproximadamente 45 dias.
Jussara e Rejano têm ao todo seis filhos, dos quais 4 moram nos EUA. Kalvyn seria o quinto filho do casal a atravessar a fronteira. No entanto, o casal atravessou a fronteira com apenas um dos filhos, há quatro meses. Os outros, segundo relatam, teriam vindo com outros amigos.
O casal nega a acusação de alugar os filhos para pessoas atravessarem a fronteira com um menor de idade. Eles afirmam, no entanto, que esses amigos ofereceram de pagar a passagem dos filhos para atravessar com eles, uma vez que Jussara e Rejano não tinham meios de pagar as passagens dos filhos.

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