Organização do Confaeb realiza coletiva para abordar a situação da arte educação no país e formação docente

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Campo Grande (MS) – Com o objetivo de promover a difusão e o fortalecimento do conhecimento no campo do ensino de arte entre professores, artistas e pesquisadores e propiciar o diálogo sobre as políticas educacionais, será realizado de 14 a 18 de novembro o XXVII Confaeb – Congresso da Federação de Arte Educadores do Brasil. O secretário de Cultura e Cidadania, Athayde Nery, e os professores que estão à frente da organização se reúnem nesta quinta-feira (26.10) para uma entrevista coletiva, no auditório do MIS, às 8h30.

O ensino de arte na Educação Básica no Brasil é subdividido em quatro áreas: Teatro, Música, Dança e Artes Visuais. Para o professor dar aula de Arte na Educação Básica não basta somente ter um curso superior na respectiva área, é preciso ter licenciatura específica. “As leis que regem o ensino de arte garante o ensino nas quatro linguagens, dessa forma, o professor dá o foco em sua formação específica na atuação em sala de aula: ou seja, o professor de Música focará em sua base de estudos que está na área de Música, bem como das outras linguagens artísticas”, explica o professor de Artes Cênicas, Matheus Vinícius de Souza Fernandes, da Gerência do Ensino Fundamental e Ensino Médio da Secretaria Municipal de Educação (Fegem/Semed).

Matheus afirma que uma das reivindicações dos professores de Arte é um concurso subdivido em áreas específicas da arte, visto que o foco da formação do professor está na base de formação. “Os concursos na rede estadual e nas diversas redes municipais, não atendem à demanda da formação na área de arte: os professores entendem que quando há um número X de questão em outra área que não a de sua formação, será prejudicado, visto que outro professor foi beneficiado no exame. Exemplo: nos últimos concursos no Estado e nos municípios de MS, grande parte das questões eram da área de Música ou Visuais, em detrimento das áreas de Teatro e Dança. O ensino de Arte é rico pela sua diversidade, sendo assim, todas as quatro áreas devem ser tratadas com igual importância”, diz.

Professor de Artes Cênicas, Fernando Freitas, e seus alunos.

 

 

 

 

 

 

 

Foi o que aconteceu com o professor de Teatro, Fernando Freitas dos Santos, que atua na Rede Municipal de Ensino Campo Grande. “Aqui o concurso é polivalente. Acabei saindo em desvantagem porque o número de questões sobre teatro foi menor. Para o professor de Artes Visuais foi mais fácil. Para passar tive que estudar para outras áreas também”.

Fernando é formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), fez intercâmbio no México e tem mestrado na área de Teatro e Educação na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Atua desde 2009 na Educação Básica e hoje dá aulas na EM de Tempo Integral Ana Lúcia de Oliveira Batista. Ele decidiu atuar em Campo Grande porque o currículo de teatro aqui está bem à frente. “A Secretaria de Educação tem toda a estrutura curricular de cada linguagem artística. É uma forma de reconhecer a importância do trabalho do arte educador”.

Para ele, a importância do seu trabalho reside na possibilidade de fazer uma experimentação do mundo com os alunos a partir de determinados personagens. “O teatro escuta, disponibiliza, raciocina, funciona como um tempo de reflexão, proporciona ao aluno conhecer sua geografia interior, suas potencialidades internas, tão importante nessa fase de desenvolvimento da criança. Nós contribuímos na formação e desenvolvimento deles, e eu me sinto completamente realizado e competente para fazer aquilo a que proponho. Tem que gostar muito, ter amor à profissão, à área de atuação”.

“…Tem que gostar muito, ter amor à profissão, à área de atuação”, afirma Fernando.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das dificuldades que o arte educador enfrenta no dia a dia do seu trabalho é a falta de infraestrutura das escolas. O professor Fernando se diz privilegiado, pois, na escola em que atua ele dispõe de um laboratório de teatro para as aulas. Mas já trabalhou em outras escolas que não tinham suporte físico para isso. “A maioria das escolas não tem essa estrutura, mas isso não deve servir de desculpa para não desenvolver o trabalho. Temos que saber lidar com os desafios”.

O professor está animado com a possibilidade de troca de experiências que o Confaeb vai proporcionar. “Vai vir gente do Brasil todo, é uma oportunidade para falarmos da nossa realidade e de compartilhamento com outras realidades. As pessoas vão falar sobre as conquistas, desafios e dificuldades de sua região, para discutirmos entre pares buscando melhorar a nossa área de atuação enquanto Brasil”.

Para contextualizar a situação da arte educação nas escolas do país e falar sobre a proposta do Congresso de reflexão na formação de docentes, os organizadores do evento estarão à disposição da imprensa e mídia em geral nesta quinta-feira (26.10), no Museu da Imagem e do Som (MIS). Concederão entrevista o secretário de Estado de Cultura e Cidadania, Athayde Nery; a professora de Artes Visuais da UFMS e presidente do Confaeb, Vera Penzo; o presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Arte Educadores (Asmae) e gerente de Patrimônio Histórico e Cultura da Fundação de Cultura de MS, professor Caciano Lima; e o professor de Artes Cênicas da Gefem/Semed e secretário da Asmae, Matheus Vinícius de Sousa Fernandes.

Para mais informações e esclarecimentos, entrar em contato com Caciano Lima pelo telefone (67) 3316-9108.

Karina Lima – Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS)

Fotos: Débora Camposano

 Fonte: Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

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