Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 23 de Março de 2019

Polícia

Operação da Polícia Federal investiga contratação irregular em Salto do Céu/MT

Assessoria de Comunicação
Foto: Divulgação PF apura contratação irregular de profissional da saúde, que teria provocado prejuízos aos cofres públicos
PF apura contratação irregular de profissional da saúde, que teria provocado prejuízos aos cofres públicos

Cuiabá/MT– A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (13/3) a Operação Onipresente*, com o objetivo de apreender provas relacionadas à contratação ilegal de um médico em Salto do Céu/MT. Esta é a segunda fase das investigações que visam combater desvios de recursos públicos federais no município.

Três mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal de Cáceres/MT e estão sendo cumpridos em operação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU). A PF faz buscas em uma residência, um consultório médico e uma secretaria municipal em Salto do Céu.

As investigações indicam que, de 2014 a 2017, um médico teria recebido salários vultosos da prefeitura de Salto do Céu. Informações do governo de Rondônia apontam que o mesmo profissional, no período de março de 2014 a março de 2016, trabalhou na Delegacia Regional da Polícia Civil em Ariquemes/RO, cumprindo 40 horas semanais. A cidade rondoniense está localizada a 1.113 km de Salto do Céu, o que tornava impossível a prestação do serviço nos dois locais.

Diante dos fatos, concluiu-se que os cerca de R$ 780 mil pagos ao médico pela prefeitura foram indevidos, devendo ser restituídos aos cofres públicos. As diligências ainda mostram que o médico recebeu mais de R$ 1 milhão em contratos com o município. Em razão disso, atendendo a um pedido da PF, a Justiça Federal em Cáceres determinou o sequestro de bens móveis e imóveis e bloqueio de valores do investigado até o limite de R$ 1,1 milhão para garantir o ressarcimento ao poder público.

O profissional foi afastado das funções que continuava exercendo até a presente data. Outros servidores públicos também são investigados por permitirem a suposta prática ilegal.

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