Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 19 de Outubro de 2019

Notícias da justiça e do direito

Novo sistema de adoção e de acolhimento é tema de capacitação da Ejud-MS

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul
Foto: Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul Ejud-MS

Durante todo o dia, magistrados e servidores participam do curso que aborda o novo sistema de adoção e de acolhimento (SNA). O treinamento é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e está sendo realizado em Mato Grosso do Sul a pedido do Corregedor-Geral de Justiça, Des. Sérgio Fernandes Martins, por meio da Escola Judicial (Ejud-MS).

 

Na abertura do evento, o diretor-geral da Ejud-MS, Des. Júlio Roberto Siqueira Cardoso, lembrou que, por meio do curso, o CNJ traz modelos, técnicas e conhecimento a fim de que haja uma padronização no sistema de adoção.

 

“Queremos sempre estar em dia com as novidades tecnológicas para que haja perfeito entrosamento entre as comarcas e o CNJ, no tema adoção. O Tribunal de Justiça, por intermédio da Ejud-MS, trouxe o curso e está sempre apoiando iniciativas de interesse da magistratura. A Ejud está sempre aberta a sugestões. Sejam todos bem-vindos!”.

 

Para falar sobre as novas funcionalidades do Sistema de Adoção e de Acolhimento (SNA) está na Capital Helerson Elias Silva, especialista em psicologia jurídica e mestre em distúrbios do desenvolvimento. Ele é servidor do TJES, autor do sistema Siga, que serviu de base para o SNA e acompanhou a evolução do processo de transformação.

 

Destaque-se ainda que o novo sistema foi lançado em agosto de 2018 e, desde então, tem sido aprimorado. A implantação desse sistema iniciou-se gradualmente em todos os estados do país. Para operar o sistema é necessária uma formação específica para que seus utilizadores insiram dados de forma correta, tempestiva, sempre visando o potencial máximo do sistema.

 

Helerson explicou que as atividades do dia seriam executadas em um ambiente de treinamento, em um simulacro do sistema a ser utilizado nas comarcas, em razão de não ser possível usar dados reais.

 

“A realidade sempre impõe novos desafios, novas configurações. Se cada um que trabalha com o sistema não entender a necessidade de alimentá-lo corretamente, não alcançaremos os resultados esperados. Trabalhamos com a camada da população mais vulnerável, que são as crianças, muitas vezes sem ninguém que as represente; que são tiradas de seus lares para própria proteção. Esse público merece um sistema que dê conta da gama de possibilidades que acontecem com elas”, explicou.

 

A juíza Kelly Gaspar Duarte Neves, diretora do Foro na comarca de Aparecida do Taboado, participa desse treinamento pela primeira vez, embora opere o sistema há alguns anos. “A expectativa é que com a capacitação e uma visão geral do sistema consigamos efetivamente operá-lo. Porque atualmente existe uma grande dificuldade em encontrar os casais e acabamos trabalhando com as equipes de cada comarca. Utilizamos a lista de antiguidade de cada comarca porque não conseguimos visualizar em território nacional, resultado da não operacionalização correta do sistema. Espero sair deste curso capacitada para utilizar um sistema moderno, sem as dificuldades do anterior”.

 

Para o juiz de Coxim, Bruno Palhano Gonçalves, que também faz o curso pela primeira vez, as expectativas são grandes, já que pretende levar as informações para a comarca e compartilhar com os outros magistrados.

 

“É fundamental que o sistema propicie ao juiz fazer uma melhor gestão das informações. A demanda é muito grande e canalizar essas informações, de ambos os lados, da adoção e do acolhimento, é importante. E essa tecnologia veio para isso”, disse.

 

De acordo com Bruno, em Coxim não existem mais instituições de acolhimento, apenas o serviço de acolhimento familiar. “São sete famílias em Coxim e mais algumas em Alcinópolis e nenhuma está com crianças que necessitam dessa proteção. Apenas em setembro, já recebi dois pedidos de casais para adoção. Assim, esses canais são importantes para se alcançar famílias e crianças em todo o Estado, em todo o Brasil. Com o banco de dados, não ficaremos limitados à comarca”, completou.

Deixe seu Comentário