Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 18 de Setembro de 2019

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Mulher despenca ao tentar usar lençóis amarrados para escapar de incêndio no Hospital Badim

G1
Foto: Divulgação / Assessoria mulherjpg.jpg

Uma imagem feita pelo Globocop simboliza o desespero de quem estava dentro do Hospital Badim, no Rio de Janeiro, quando o incêndio começou na noite desta quinta-feira (12). Pelo menos 11 pessoas morreram.
Lençóis amarrados um no outro aparecem saindo pela janela do terceiro andar do prédio, em uma aparente tentativa de escapar do fogo ou da fumaça.
Uma das pessoas que tentou usar a "teresa" – como é popularmente chamada essa corda improvisada – foi Gigiane dos Santos, que acompanhava uma paciente.
Logo após a queda, ela mandou um áudio desesperado para a família pedindo socorro.
"O hospital, que eu estava tomando conta de uma senhora, está pegando fogo, eu tentei pular do terceiro andar, estou toda quebrada no chão, no Badim, aqui no Maracanã, pelo amor de Deus, me ajuda", disse a mulher no áudio.

Segundo o marido, Gigiane e outros pacientes não estavam conseguindo sair por corredores e escadas, e a mulher acabou caindo da janela do terceiro andar ao tentar escapar.
"Ela falou que já estava muito escuro, muita fumaça, e eles não estavam conseguindo sair, se aproximaram da janela para pedir socorro", afirmou Leonardo dos Santos.
Gigiane sofreu fraturas nos dois tornozelos e na região do quadril, foi levada para o Hospital Quinta D'Or e passará por cirurgia.
A paciente que ela acompanhava, Maria Alice Teixeira da Costa, é uma das 10 vítimas identificadas.
Sobre o hospital

O Hospital Badim é uma unidade de saúde particular que faz parte da Rede D’Or São Luiz. O prédio que pegou fogo foi construído há 19 anos no Maracanã. Outro prédio, anexo a ele, foi inaugurado em 2018. Ao todo, o complexo hospitalar tem 15,7 mil m² de área construída, 128 leitos de internação, 32 leitos de tratamento intensivo e cinco salas de centro cirúrgico, de acordo com o site institucional.
A direção do hospital disse que criou um comitê de apoio para atender familiares de pacientes e funcionários. Foram criados ainda o número de Whatsapp (21) 97101-3961 e o e-mail [email protected] para que os familiares de vítimas possam receber informações sobre sua localização.
Por Diego Haidar

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