Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 18 de Julho de 2019

Internacional

Mulher de Netanyahu condenada por uso indevido de fundos públicos

Expresso
Foto: Divulgação / Assessoria mulher20de20netanyahu20condenadajfif.jpg

Sara Netanyahu, a mulher do primeiro-ministro israelita, foi condenada este domingo pelo uso indevido de milhares de euros de fundos públicos em refeições extravagantes. Um tribunal de Jerusalém chegou a um acordo judicial em que Sara pagará mais de 13 mil euros em multas e reembolsos ao Estado, noticia o jornal inglês “The Guardian”.
Segundo a acusação original de fraude e quebra de confiança, a esposa de Benjamin Netanyahu e um funcionário do Governo foram acusados de gastar cerca de 90 mil euros em catering de restaurantes luxuosos, entre 2010 e 2013, apesar de terem um cozinheiro disponibilizado pelo Estado.
No acordo, Sara admitiu ter tirado proveito do uso indevido por outra pessoa de dinheiro estatal e viu a acusação por gastos excessivos ser-lhe reduzida para cerca de 45 mil euros. “Como em qualquer acordo, ambos os lados fazem concessões, por vezes concessões difíceis. É certo e apropriado para o interesse público pôr um ponto final neste caso”, disse o procurador Erez Padan.
“ESTA MULHER É FEITA DE AÇO”, DIZ ADVOGADO
O advogado Yossi Cohen declarou ao tribunal que a sua cliente já tinha sido castigada com a humilhação pública a que esteve sujeita, durante “quatro anos de fugas e difamações”, numa “punição desumana”. “Nenhuma outra pessoa teria resistido a isto. Esta mulher é feita de aço”, acrescentou.
Com 60 anos, a psicóloga educacional já acumulou várias controvérsias ao lado do seu marido e primeiro-ministro israelita. Além do caso de fraude, foi acusada por maus tratos a funcionários, tendo sido condenada a pagar dezenas de milhares de euros em 2017. Ainda enfrenta uma terceira acusação de um empregado que alega que Sara Netanyahu trata os seus funcionários como “escravos”. Um jornal já a descreveu como a “Marie Antoinette de Israel”.
No ano passado, foi divulgada uma gravação áudio em que Sara repreende furiosamente um publicitário da família por este não ter destacado na imprensa as suas qualificações profissionais.
MARIDO TENTARÁ SER REELEITO E EVITAR CONDENAÇÃO
Já o marido está envolvido numa série de investigações por corrupção e deverá comparecer a uma audiência preliminar em outubro, após o procurador-geral de Israel ter anunciado a sua intenção de indiciar Benjamin Netanyahu em três casos.
O primeiro-ministro arrisca até 10 anos de prisão se for condenado por suborno e uma pena máxima de três anos por fraude e quebra de confiança. Netanyahu nega todas as acusações, referindo-se-lhes como uma caça às bruxas orquestrada pela imprensa.
Em setembro, o chefe de Governo disputará a sua reeleição, semanas antes do início da audiência preliminar. Uma vitória que tem sido vista como uma oportunidade para Netanyahu bloquear os casos de corrupção, uma vez que alguns dos seus aliados no Knesset sugeriram que apoiariam legislação para lhe conceder imunidade parlamentar.

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