Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 22 de Agosto de 2019

Internacional

Merkel admite influência da ativista Greta Thunberg nas medidas pelo ambiente

Expresso - Portugal
Foto: Divulgação / Assessoria merkeljfif.jpg

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou esta sexta-feira que o seu Governo decidiu ser mais ambicioso nas medidas contra as alterações climáticas como resposta à mobilização e marchas pelo ambiente de crianças e adolescentes inspirados pela jovem ativista sueca Greta Thunberg.
Merkel fala em conferencia de imprensa ao mesmo tempo que decorria em Berlim uma manifestação com a participação de centenas de jovens integrada na ação com o lema "Fridays for Future", que em português significa sexta-feira pelo futuro.
"A seriedade com a qual Greta e muitos, muitos jovens disseram que é o futuro que está em causa... levou-nos a encarar o tema de forma mais séria", admitiu e declarou Angela Merkel durante a última conferência de imprensa antes da sua pausa para férias.
A chefe do Governo alemão anunciou que o seu executivo apresentará no próximo dia 20 de setembro a estratégia para reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa, incluindo a remoção do carvão na produção de eletricidade.
A Alemanha reconheceu que falhará as suas metas de redução de emissões para 2022, mas mantém a expectativa de uma redução de 55% em 2030, em comparação a 1990.
Para alcançar esta meta, o Governo decidiu abandonar as centrais termoelétricas a carvão até 2038, um prazo considerado longo pelos ativistas e desprovido de um calendário preciso para encerrar as minas e centrais.
Ao mesmo tempo que Angela Merkel se diria aos jornalistas, a ativista Greta Thunberg falava aos manifestantes em Berlim.
"Quando és um ativista pelo clima, especialmente um jovem ativista do clima, muitas vezes tens a sensação de que o futuro depende de ti, de nós, e é um fardo pesado para suportar", declarou Thunberg.
"Não somos nós que não fazemos o suficiente, são os governos, o mundo dos negócios e os média que não estão a fazer o suficiente. É muito estranho que os adultos não se atrevam a ser responsáveis, e que sejam os jovens a as crianças a assumirem esse papel", continuou.
LUSA
 

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