Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 18 de Agosto de 2019

Agro e sustentabilidade

Mato Grosso do Sul discute mudanças climáticas e estratégias de enfrentamento no Fórum Clima

João Prestes - Semagro
Foto: Divulgação Ricardo Senna considera urgente compreender as mudanças e propor soluções.

Campo Grande (MS) – Acontece nesta quinta-feira (25.4), no Centro Empresarial Firjan (RJ), o Fórum Clima 2019, evento que tem o objetivo de discutir o papel da ação climática sob a ótica dos estados brasileiros e avaliar a situação global e nacional em relação ao tema da adaptação e da mitigação das Mudanças Climáticas. O evento é organizado pelo FBMC/Centro Brasil no Clima (CBC)/Instituto Ondazul, com apoio da Firjan.

O secretário adjunto Ricardo Senna da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) representa Mato Grosso do Sul no Fórum: “Os Estados e municípios precisam ser protagonistas no debate sobre mudanças climáticas. As realidades de cada região brasileira são diferentes e precisam ser entendidas para o melhor cumprimento dos acordos climáticos”, ponderou Senna.

Mato Grosso do Sul possui uma ampla rede de monitoramento do clima com 45 estações meteorológicas instaladas estrategicamente por todo Estado, dotadas de barômetro (aparelho que mede a pressão atmosférica), higrômetro de ar e solo (umidade), anemômetro sônico (força e direção dos ventos), pluviômetro (quantidade de chuva), piranômetro (radiação solar), para-raios e um computador que transmite todas as informações diretamente ao Instituto Nacional de Meteorologia.

Após serem formatadas, essas informações retornam ao CEMTEC/MS (Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul), órgão ligado à Semagro, onde os técnicos transformam em boletins com dados precisos sobre o clima e o tempo de cada região. Com isso o governo pode alertar os municípios sobre alterações climáticas e tomar medidas preventivas.

O evento

O Fórum Clima 2019 vai debater assuntos como o catastrófico tornado que arrasou parte de Moçambique e enchentes repetidas, a mais recente no Rio de Janeiro, entre outros fenômenos ocorridos no Brasil. Desde o Acordo de Paris, a situação política internacional piorou e, de acordo com novas estimativas científicas, a velocidade da mudança climática obriga a repensar medidas estratégicas.

O evento valoriza o protagonismo dos estados e das empresas brasileiras no cumprimento da Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil (NDC), com a apresentação, por governadores e secretários de estado e expoentes da ação empresarial, de experiências no âmbito regional de suas ações de mitigação e de adaptação.

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