Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 19 de Outubro de 2019

Internacional

Manifestantes entram no prédio do parlamento do Equador em Quito; polícia reage

G1
Foto: Divulgação / Assessoria manifestantesjpg.jpg

Manifestantes entraram na tarde desta terça-feira (8) dentro do prédio da Assembleia Nacional do Equador, o parlamento do país, na capital Quito. Policiais retiraram o grupo dali poucos minutos depois.
A maior parte dos manifestantes, diz a agência Reuters, era de indígenas. Eles empunhavam bandeiras equatorianas e entoaram palavras de ordem contra o governo do presidente Lenín Moreno. O prédio estava vazio, sem funcionários ou parlamentares.
Imagens também mostram o momento em que policiais reagiram com bombas de efeito moral. Não há um balanço sobre presos e feridos, até o momento.
A capital Quito está tomada por barricadas policiais, principalmente com convocação de greve geral para os próximos dias. A medida faz parte do estado de exceção convocado por Moreno, que dá a ele prerrogativa de usar forças armadas contra manifestantes.
O país enfrenta uma onda de protestos desde a disparada do preço dos combustíveis, que foi provocada pelo fim dos subsídios decretado pelo governo. A medida atende a um acordo assinado com o FMI para a concessão de um empréstimo de US$ 4,2 bilhões.
Na noite de segunda-feira, Moreno anunciou a transferência da sede do governo para Guayaquil – a maior cidade equatoriana e onde os protestos não tiveram, por enquanto, a mesma proporção de cidades andinas como a capital Quito.
Embaixada brasileira emite alerta

A Embaixada do Brasil em Quito emitiu nesta terça-feira comunicado em que pede que turistas brasileiros considerem adiar qualquer viagem ao Equador enquanto durarem as manifestações contra o governo equatoriano.
Em comunicado, a embaixada afirma não ter conhecimento de brasileiros detidos ou feridos nas manifestações.
"Cabe ressaltar que a comunidade brasileira no Equador é bem integrada. Não existe, por exemplo, brasileiro preso por qualquer crime no país", diz a nota.

O Itamaraty e chancelarias de outros seis países – Argentina, Colômbia El Salvador, Guatemala, Paraguai e Peru – assinaram nesta tarde comunicado em que reiteram apoio ao presidente do Equador, Lenín Moreno.
Na segunda-feira, dois brasileiros que saíram dos EUA em uma aventura de moto rumo ao Brasil, passando por 14 países, enfrentaram ameaças para conseguir entrar no Equador. Eles relataram que precisaram fugir e se abrigar em um ponto do exército.

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