Campo Grande/MS, 18 de Outubro de 2018

Polícia

Mãe de garoto que morreu em lava-jato diz sonhar em ver acusados presos: 'acabaram com tudo'

Redação TerereNews
Foto: maewesne maewesne
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A mãe do adolescente Wesner Moreira da Silva, 17 anos, que teve uma mangueira introduzida no ânus em um lava-jato de Campo Grande e morreu 11 dias depois, diz sonhar com o dia em que a Justiça decidir tirar a liberdade dos dois acusados.
“Se Deus quiser nós vamos estar lá juntos e na hora que o juiz bater a decisão e dizer: vocês não têm mais a liberdade de matar mais ninguém, de destruir uma família, de uma mãe que tinha muito sonho. Eles acabaram com tudo”, disse Marisilva Moreira da Silva.
A produção da TV Morena tentou entrar em contato com as defesas dos acusados, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado (MP-MS) de homicídio doloso qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima contra Thiago Demarco Sena, e o funcionário dele na época, William Henrique Larrea.
“Os dois réus seguraram a vítima, os dois réus têm porte físico mais avantajado que a vítima e a denúncia foi recebida com a qualificadora que dificultou a defesa da vítima”, afirmou o promotor de Justiça José Arturo Iunes Garcia.
A mãe ainda guarda a história como Wesner lhe contou. “Ele tinha acabado de lavar o carro e eu só pedi uma coca para ele. Mãe quando eu olhei para ele, ele se transformou, eu corri, na hora que eu corri ele me pegou e me travou. Violentaram meu filho, não deu chance para ele correr”, se lembrou Marisilva.
 

Entenda
 Wesner morreu após ter ficado 11 dias internado na Santa Casa (Foto: Reprodução/ TV Morena)
Wesner Moreira da Silva foi socorrido em estado grave para a Santa Casa pelos próprios agressores. O jato de ar causou diversas lesões e fez o garoto perder parte do intestino. Ele ficou internado na Santa Casa de Campo Grande por 11 dias antes de morrer.

Enquanto esteve no hospital, o adolescente contou para a família detalhes sobre a agressão, disse que perdoava os suspeitos, mas pediu que eles fossem presos, segundo a família. William era amigo de Wesner e familiares.
Em março, a Justiça negou pedidos de prisão de Thiago e William. Nenhum dos envolvidos tinha ficha criminal.

TV Morena

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