Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 19 de Outubro de 2019

Nacional

Júri absolve acusado de tentar matar o filho com facada durante briga no Dia dos Pais, em Goiânia

Sílvio Túlio
Foto: Divulgação / Assessoria httpariquemesonlinecombrimg371927gjurijpg.jpg

Acusado de tentar matar o filho com uma facada, Leomar Leite de Andrade, de 53 anos, foi absolvido do crime por júri popular, em Goiânia. Ele já respondia em liberdade pelo delito, ocorrido durante uma briga após a família celebrar o Dia dos Pais, em 2015.
Durante o júri, tanto o Ministério Público como a defesa do réu sustentaram a desqualificação do crime de tentativa de homicídio para lesão corporal.
A própria vítima, Iury Magalhães de Andrade, hoje como 19 anos, disse em interrogatório que considerava o golpe um "acidente" e que não queria que o pai fosse condenado.
O júri foi presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara.
Facada

O fato aconteceu no dia 9 de agosto de 2015. Segundo a denúncia, Leomar foi com a família para um clube para comemorar a data e lá ingeriu bebida alcoólica.
Já em casa, o réu - que é viciado em cheirar thinner - sentou-se no sofá e disse para sua enteada, que também morava com ele, que era apaixonado por ela e lhe deu um tapa nas nádegas.
O irmão da jovem, que também é enteado do réu, o questionou. Leomar então pegou uma faca e o ameaçou. O rapaz correu para rua para pedir ajuda e foi seguido pelo padrasto. Fora da casa, o enteado foi atropelado por uma moto. Leomar, por sua vez, partiu para cima do motociclista. Foi quando Yuri o segurou por trás para evitar que ele atacasse o piloto.
Neste momento, ainda segundo a denúncia, Leomar, conscientemente, deu um golpe para trás, acertando o abdômen do filho. A vítima foi encaminhada ao hospital.
Leomar foi preso pouco mais de um mês depois, mas foi solto após sete meses e, desde então, respondia ao processo em liberdade.
Filho defende o pai

Yuri foi o primeiro a depor. Apesar da facada que levou, ele classificou o caso como um acidente e defendeu o pai, dizendo que não gostaria que ele fosse condenado.
“A relação entre nós dois não mudou nada. Ele não quis fazer isso, não estava lúcido nem são. Graças a Deus ele parou de beber. Convivo com ele normalmente. Foi um acidente, não quero a condenação dele”, afirma.
Sobre o fato, Yuri afirmou que para tentar conter o pai aplicou nele um mata leão e que nem percebeu que havia sido atingido. “Na hora eu nem senti, achei que tinha furado ele. Quando andei, senti uma coisa ruim”, lembra.

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