Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 17 de Junho de 2019

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Julgamento do caso da musicista Mayara Amaral é nesta sexta (29)

Assessoria de Comunicação
Foto: Jefferson Coppola/VEJA A musicista Mayara Amaral e seu assassino confesso, Luís Alberto Bastos Barbosa

A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande está realizando os últimos preparativos para o julgamento de L.A.B.B., acusado de matar a golpes de martelo a musicista Mayara Amaral. O crime aconteceu no dia 24 de junho de 2017, dentro de um motel da Capital.

O caso tomou grande repercussão pública, principalmente pela forma como foi cometido, razão pela qual os familiares e entidades de defesa da mulher estiveram reunidos com o juiz titular da Vara, Aluízio Pereira dos Santos, para obterem melhores informações sobre a forma que pretendem se manifestar no dia do julgamento, marcado para esta sexta-feira (29), a partir das 8 horas.

O magistrado orientou ao grupo que qualquer manifestação poderá ser feita apenas nas ruas do entorno do Fórum, uma vez que são locais públicos, onde qualquer cidadão tem o direito de se manifestar livremente. No entanto, o juiz orientou que não será permitido o uso de camisetas padronizadas e cartazes dentro do prédio do Fórum, para evitar que os jurados sejam influenciados.

Acadêmicos do curso de Direito de duas universidades já confirmaram presença. A segurança será reforçada com a presença de mais policiais e haverá maior controle na entrada da sessão, para evitar incidentes que possam perturbar a ordem dos trabalhos.

Pelo fato de estar previsto o comparecimento de um grande número de pessoas, serão utilizados os dois plenários do tribunal do júri, sendo que num deles será possível assistir ao julgamento pelo telão. Está também agendado outro julgamento no mesmo dia, o qual teve que ser mudado para o plenário da Auditoria Militar, para melhor acomodar o público.

Os julgamentos de crimes de feminicídio contam com o acompanhamento de consultores da Secretaria de Governo de Defesa da Mulher para fins de estudos e estabelecimento de diretrizes ou políticas públicas sobre crimes desta natureza em nível nacional para prevenção e repressão.

Segundo a acusação, após o réu cometer o crime, ele teria colocado o corpo da vítima dentro do veículo e levou até o local conhecido como “Inferninho”, distante 20 quilômetros da Capital, onde ateou fogo.

No ano passado, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, juntamente com o promotor de justiça e o defensor público da 2ª Vara do Tribunal do Júri, chegaram a fazer uma inspeção no local, verificando que se trata de um fosso rochoso profundo e revestido de floresta, ponto tradicional para a “desova” de cadáveres, bastante recorrente nos casos de homicídios em Campo Grande.

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