Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 17 de Setembro de 2019

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I Fórum de Igualdade de Gênero nas Instituições é realizado na Capital

Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul
Foto: Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul I Fórum de Igualdade de Gênero

Sucesso define com exatidão o que foi o I Fórum de Igualdade de Gênero nas Instituições, realizado pelo Comitê de Gênero, Raça e Diversidade do TJMS em parceria com a Associação dos Magistrados de MS (Amamsul).

 

A intenção era debater a igualdade de gênero e a troca de experiências, em uma demonstração de que a magistratura, com envolvimento de parceiros importantíssimos, participa das mudanças mundiais de comportamento. No entanto, a expressiva participação de integrantes de outras carreiras jurídicas superou as expectativas. 

 

Assim, na última sexta-feira (30), durante todo o dia, estiveram no evento magistradas e magistrados, promotoras, defensoras, procuradoras, advogadas, professores, delegadas de polícia e outros integrantes de carreiras jurídicas. Palestrantes e conferencistas reconhecidos estiveram em Campo Grande para o Fórum. Foram realizados três painéis em um diálogo necessário e multidisciplinar. 

Na abertura do evento, o presidente do TJMS, Des. Paschoal Carmello Leandro, lembrou a importância de se discutir a igualdade de gênero nas instituições. Ele falou ainda do projeto Mãos EmPENHAdas, desenvolvido pela justiça sul-mato-grossense, e apontou outras ações executadas pela Coordenadoria da Mulher: tudo para combater a violência que ainda faz parte do dia a dia da mulher não apenas em MS, mas em todo o Brasil. 

 

O coordenador do Comitê de Gênero, Raça e Diversidade do TJMS, Des. Odemilson Roberto Castro Fassa, confessou estar contente com a realização de um evento que reuniu tantos parceiros. Ele falou sobre a experiência de gerenciar as ações do comitê e dos desafios enfrentados. No entender do desembargador, a discussão é importante e deve mesmo ser realizada em um universo amplo.

 

O presidente da Amamsul, juiz Eduardo Siravegna, reiterou a necessidade de se discutir temas dessa amplitude, destacou a participação de tantas instituições e apontou que, mais que o envolvimento das instituições parceiras, o Fórum abriu muitas portas para que os profissionais de carreira jurídica possam debater e discutir temas tão importantes quanto a igualdade de gênero. Ao final de sua fala, ele agradeceu à juíza Denize Dodero pelo empenho para realizar evento tão grandioso.

 

Trabalhos – A Desa. Elizabete Anache foi a responsável pela abertura do primeiro painel e apontou que a média salarial da mulher é 30% inferior à do homem; as mulheres fazem serviços domésticos, em média 25,3 horas/semana, e os homens apenas 10,9 horas/semana; a bancada feminina no Senado Federal tem 12 mulheres (14,8%) de um total de 81 senadores e que os números na Câmara Federal não são muito diferentes: de 513 deputados, apenas 77 (15%) são mulheres.

Após a fala da magistrada, os participantes tiveram um bate papo com a juíza Renata Gil, do TJRJ e vice-presidente da AMB. A seguir, a promotora de São Paulo Maria Gabriela Prado Manssur, indicada como uma das mulheres mais poderosas do Brasil pela Revista Forbes 2019, proferiu a palestra Igualdade de Gênero nas Instituições, abrindo as discussões com as debatedoras.

 

Compuseram a mesa de debates a desembargadora aposentada Maria Isabel de Matos Rocha (presidente de mesa), Fabíola Marquetti Sanches Rahim (Procuradora-Geral do Estado), Jaceguara Dantas da Silva (Procuradora de Justiça), a juíza Helena Alice Coelho Machado, a juíza Mariana Rezende Ferreira Yoshida, Neca Chaves Bumlai (diretora da Insted), Paula da Silva Volpe (promotora de justiça), a advogada Rachel Magrini Sanches, a juíza federal Raquel Domingues do Amaral e a advogada Silmara Domingues Araújo Amarilla.

 

No período vespertino, os trabalhos recomeçaram com a juíza Maria Domitila Prado Manssur, do TJSP e da Comissão AMB Mulheres, que falou sobre a Igualdade de Gênero no Judiciário. Em seguida, a juíza Camila de Melo Mattioli Gusmão Serra Figueiredo fez uma apresentação detalhada de projetos institucionais para magistradas pela Amamsul.

Neste painel, a juíza Liliana de Oliveira Monteiro, membro do Comitê de Gênero, Raça e Diversidade do TJMS, presidiu a mesa de trabalho e com ela estavam a advogada Carine Beatriz Giaretta, Daniele de Souza Osório (Defensora Pública Federal), Thaís Dominato Silva Teixeira (Defensora Pública de MS), a advogada Lázara Odete Baraúna Ferreira Salamene e a advogada da União Jerusa Gabriela Ferreira.

 

No início do terceiro painel, o juiz Mário José Esbalqueiro Jr. compartilhou vídeos de detentas do Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zozi, de agentes penitenciárias e de uma integrante da Polícia Militar para trazer à discussão algumas Reflexões sobre a Mulher no Cárcere. 

 

A seguir, a advogada Marina Zanatta Ganzarolli ministrou palestra com enfoque nos Estereótipos de Gênero e Participação Feminina nos Espaços de Poder: Avanços e Desafios. A presidente de mesa foi a juíza Jacqueline Machado, que responde pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar de MS.

 

Como debatedores estavam Aline Gonçalves Sinott Lopes (delegada da Polícia Civil), Ariadne Fátima Cantú (Procuradora de Justiça), Fabiane Ferreira (Juíza do Trabalho), advogada Luciana Branco Vieira, Ludmila Santos Russi de Lacerda (Procuradora do Estado), Mateus Moreira de Oliveira (servidor do TJMS) e Patrícia Elias Cozzolino de Oliveira (1ª Subdefensora Pública-Geral de MS). 

 

No encerramento, a juíza Sueli Garcia, diretora social da Amamsul, reiterou a importância dessas discussões necessárias e citou cada um dos parceiros que se dispuseram a contribuir para o sucesso do evento.

 

O I Fórum de Igualdade de Gênero nas Instituições foi realizado no auditório da Esmagis, na sede campo da Amamsul na Capital, com apoio da TV Morena, da Faculdade Insted, Sicredi, Instituto de Protesto - IEPTB, Anoreg/MS e Winery Brazil.

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