Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 22 de Setembro de 2019

Internacional

Hong Kong: Milhares saem às ruas para protestar contra extradições para a China

Expresso
Foto: Divulgação / Assessoria hongjpg.jpg


Milhares de pessoas saíram este domingo às ruas de Hong Kong, num protesto contra uma proposta de lei que permite extradições de fugitivos para a China. Em vários pontos do mundo, como Sidney – que conta com 85 mil imigrantes da região –, grupos de imigrantes também se manifestaram contra a possível alteração legislativa.
Os manifestantes vestiram-se de branco e exibiram cartazes vermelhos com a frase “Não à extradição para a China”. Organizado por grupos de defesa dos Direitos Humanos, entre eles a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, este protesto poderá ser o maior desde o Movimento dos Guarda-chuvas, em 2014, que visou exigir avanços democráticos em Hong Kong, refere a BBC.
Os opositores consideram que se a lei for aprovada constituirá um retrocesso, podendo os condenados em fuga da antiga colónia britânica serem vítimas de perseguição política e de violação de Direitos Humanos e mesmo ameaças à segurança pessoal se forem detidos na China.
Na quinta-feira, um grupo de advogados de Hong Kong vestiu-se de luto para participar também numa marcha silenciosa de protesto contra a proposta legislativa, que consideram que colocará em causa a independência judicial.
Mas a chefe do executivo de Hong Kong, Carrie Lam, insistiu que esta alteração legislativa – que espera ver aprovada antes de julho – se justifica para “colmatar algumas lacunas legais”, negando que constitua uma concessão para a China.
“Esta proposta inflige um terrível golpe no Estado de Direito, na estabilidade e segurança de Hong Kong e no seu estatuto de importante centro de comércio internacional”, considerou, por sua vez, o último governador britânico de Hong Kong, Chris Patten. O ex-governador alertou ainda para a possibilidade de detenções arbitrárias e detidos sujeitos a tortura e outros tipos de maus tratos na na China.
A nova proposta dfe lei surgiu depois de um caso de homicídio de uma mulher grávida, de 20 anos, que foi assassinada pelo namorado, de 19 anos, de Hong Kong, quando estavam a passar férias em Taiwan. O caso aconteceu em fevereiro. Até hoje, as autoridades de Taiwan apelam à extradição do homicida, mas sem sucesso porque este Estado insular não tem nenhum acordo de extradição com Hong Kong, tal como a China.
 

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