Campo Grande/MS, 18 de Outubro de 2018

Política Regional

Governador do MS confirma encontro com irmãos JBS e nega ter recebido propina

Redação TerereNews
Foto: azambuja-jbs azambuja-jbs
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O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse hoje que as denúncias feitas na delação de Wesley Batista, um dos donos da JBS, são mentiras deslavadas, acusações levianas que até parecem piadas. Ele defendeu a lisura do acordo de incentivos fiscais formalizado em sua gestão e destacou que, inclusive, outros termos firmados pelos governos anteriores não foram renovado. Ainda, destacou que o grupo ameaçou retaliar o Estado com o fechamento de plantas, diante dessa negativa de renovação.

As declarações foram feitas durante agenda pública hoje em Dourados. Azambuja foi citado no depoimento de Wesley Batista, no âmbito da Lava Jato, por ter recebido propina em troca da redução da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Ele, o ex-governador André Puccinelli e o ex-governador e hoje deputado federal Zeca do PT teriam recebido R$ 150 milhões em propina, conforme o teor da delação.

Azambuja esclareceu que desde o início de 2015 seu Governo iniciou reestruturação de todos os termos de acordo com várias empresas, não somente às ligadas ao grupo J&F, que controla JBS. Muitos foram extintos e não foram renovados quando venceram. Ele acrescentou que havia forte pressão do JBS para mantê-los. “Ameaçaram retaliar Estado fechando algumas plantas. Fecharam Iguatemi, Coxim e mantivemos a política que entendemos viável”, declarou o governador, sobre a postura mantida pela sua gestão.

O governador declarou que o termo formalizado na sua gestão refere-se à ampliação da Seara em Dourados, para dobrar de três mil para seis mil o abate de suínos, a implantação do frigorifico de Peru em Itaporã, além de dobrar as plantas de Caarapó e a de Sidrolândia. Para ampliar a produção, o Estado terá renúncia fiscal de quase R$ 1 bilhão ao longo de 12 anos, conforme matérias anteriores já divulgadas pelo Correio do Estado.

Ele defende a política de incentivos justificando que o resultado teve saldo positivo na geração de vagas de trabalho nos últimos 12 meses, ao contrário do restante do País, justamente por trocar impostos por emprego.

Campanha

Azambuja ainda classificou como “inverdade e mentira deslavada” a denúncia, também em delação, de Wesley Batista sobre acordo feito nas eleições de 2014 com o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido), que foi seu principal adversário. “Parece piada. Todo mundo sabe como foi enfrentamento na campanha de 2014. É piada dizer que um pagaria a conta do outro”.

Na delação, o executivo revelou episódio da eleição para governador de 2014, falando de acordo negociado entre os candidatos e seu irmão Joesley Batista. “Ficou lá uma conta corrente que o Joesley negociou com o Delcídio e com o Reinaldo que, se o Reinaldo ganhasse, um ia pagar a conta do outro. O Delcídio recebeu um valor relevante: R$ 12 milhões. Quando o Reinaldo ganhou, o Joesley falou: ‘Ó, a conta do Delcídio é sua’”.

O governador acrescentou que os irmãos Batista tem muito a esclarecer ao Brasil e que seu Governo irá esclarecer a população mostrando documentos e os temos de acordo com políticas de incentivo que não foram renovados.

As informações são do Correio do Estado - Por MILENA CRESTANI

Foto: Eliel Oliveira

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