Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 20 de Julho de 2019

Internacional

França. Imigração contribui pouco para a mais elevada taxa de fertilidade da UE, diz estudo

Expresso - Portugal
Foto: Divulgação / Assessoria aaajpg.jpg

A imigração contribui para a elevada fertilidade em França mas numa pequena proporção, escreve a revista “L’Obs”, citando dados de um trabalho do Instituto Nacional de Estudos Demográficos (INED), publicado esta quarta-feira.
A taxa de fertilidade é de 2,6 filhos por mulher entre as imigrantes que residem em França e de 1,77 filhos por mulher entre as não-imigrantes. Segundo os números, que se reportam a 2017, as imigrantes representam apenas 12% das mulheres em idade fértil, pelo que a sua contribuição para a natalidade francesa é limitada.
DISPARIDADES RELATIVAS À ORIGEM
A contribuição das imigrantes para a taxa de fertilidade no país é, de acordo com o estudo, de 0,1%, um valor que tem permanecido estável desde 2014. No entanto, sublinha a publicação, aquele valor esconde disparidades quanto à origem das imigrantes: as mulheres nascidas em países do Magrebe (Argélia, Marrocos, Tunísia) têm uma taxa média de fertilidade de 3,5 filhos por mulher, enquanto as mulheres nascidas em Itália ou Espanha têm uma taxa próxima da média nacional, ou seja, um pouco menos de dois filhos por mulher.
O estudo especifica que “um imigrante é uma pessoa estrangeira nascida no exterior com residência habitual em França”. “Se adquire a nacionalidade francesa após a sua chegada, continua a contar-se entre os imigrantes”, refere, adotando a definição recomendada pelas Nações Unidas.
“Com uma média de 1,88 filhos por mulher, a França tem a fertilidade mais elevada da União Europeia [UE]”, sublinham os autores do estudo, sinalizando que o número está próximo do “limiar de substituição das gerações”. A média entre os 28 países da UE é de 1,59.
HÉLDER GOMES
 

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