Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 14 de Outubro de 2019

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Encontro de Coordenadores Pedagógicos reúne 900 profissionais em Campo Grande

Marcos Vinícius Espíndola
Foto: Divulgação Durante quatro dias, o Centro de Formação Mariluce Bittar recebeu cerca de 900 profissionais representando mais de 50 cidades de todo o Estado

Campo Grande (MS) – Um espaço dedicado à formação continuada e ao intercâmbio de boas práticas no ambiente escolar. Assim foi a rotina de aproximadamente 900 profissionais que estiveram reunidos entre os dias 4 e 7 de fevereiro, no Centro de Formação Mariluce Bittar, em Campo Grande, para o 1º Encontro de Coordenadores Pedagógicos, ciclo de formação continuada promovido pela Secretaria de Estado de Educação (SED), por intermédio da Coordenadoria de Formação Continuada (CFOR).

Com o tema “A (re)construção da identidade profissional do coordenador pedagógico”, o evento foi voltado para os coordenadores das unidades escolares que fazem parte da Rede Estadual de Ensino (REE), mas também recebeu representantes das secretarias municipais de Educação de mais de 50 cidades do Estado, abordando vários temas relacionados à prática diária.

Entre os objetivos, esteve a discussão de temas relativos à rotina escolar, funções, anseios e estratégias para o desenvolvimento de ações, visando a melhoria da educação pública e, consequentemente, o aprendizado dos estudantes.

Entre novatos e veteranos, a coordenadora pedagógica Amanda Eliane La Mônica Araújo, que possui cinco anos de experiência na função, falou sobre a mudança no ponto de vista sobre todos os processos dentro da EE Fernando Correa, de Três Lagoas. “Quando eu saí da sala de aula e fui para a coordenação, a minha visão mudou muito. Passei a enxergar os aspectos da educação de uma forma mais aberta, mais significativa, olhando de forma diferente para o estudante. Isso fez toda a diferença no início dessa fase na minha vida e a participação nos eventos de formação também ajudou demais”, declarou.

Ponto de vista que é compartilhado pelo novato na função Carlos Alberto Lopes Filho. Até o fim de 2018 ele atuava como professor de Educação Física e agora entrará na EE José Ferreira, também de Três Lagoas, como coordenador pedagógico. “É a primeira vez que participo (da formação) e agora entendo todo esse processo como uma grande integração, uma vez que fazia parte do grupo de professores e, a partir deste ano, estou como coordenador na minha escola. Posso usar a experiência obtida aqui, com os outros coordenadores, para otimizar as ações na minha escola, com os meus professores e estudantes”, explicou Carlos.

No encontro foram tratados ainda temas relativos ao desenvolvimento da Jornada Pedagógica da REE, que ocorrerá entre 11 e 15 de fevereiro em todas as escolas estaduais. O evento teve também o objetivo de estimular o debate e o aprofundamento de temas relevantes para as atividades de 2019, por meio de textos, vídeos, análise de dados de avaliações externas e cenários, ampliando o entendimento das funções exercidas e dos objetivos pretendidos pelos profissionais da Educação Básica.

Para a diretora do Departamento Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Ponta Porã, Cintia Faiele Hensel, o encontro também serviu como ferramenta de aproximação entre as redes públicas de ensino. “A participação dos representantes das secretarias municipais de Educação foi de extrema importância para aproximar as redes e alinhar as ações que serão desenvolvidas durante o ano e, assim, dar continuidade ao trabalho em regime de colaboração. Essa parceria é essencial pois os profissionais da educação transitam entre as duas redes, estadual e municipal, e dessa forma estabelece-se uma parceria de trabalho cooperativo com intuito de melhorar o desempenho educacional”, disse.

O Regime de Colaboração, destaque durante toda a construção do Currículo de Referência do Ensino Fundamental, entre 2017 e 2018, também foi lembrado pela secretária municipal de Educação de Itaquiraí, Valdirene Rodrigues Salomão. “Nós não temos que olhar apenas as redes, mas também os munícipes. Sabemos da eficácia do regime de colaboração e estamos cientes de que esse trabalho dá muito certo. Seja através das capacitações, das formações, até mesmo quando tratamos do transporte coletivo e convênios entre prefeitura e Estado, o Regime de Colaboração não veio apenas para melhorar essa relação entre municípios e governo, mas principalmente como qualidade na prestação de serviços aos munícipes”, comentou.

O trânsito entre as redes não é exclusivo apenas dos profissionais, mas também dos estudantes, como foi lembrado pela professora Rosângela Socovoski Ferragem, secretária municipal de Educação de Iguatemi. “Acredito que seja válido destacar a importante relação que existe entre prefeitura e governo (por meio do regime de colaboração) uma vez que, nos municípios, o estudante transita entre as redes. Pensando nisso, então não pode existir uma divisão entre essas redes. O foco do ensino é o estudante, se ele transita entre duas redes, que fazem parte da educação pública, nós também temos que fomentar esse diálogo entre os gestores transitando também o conhecimento entre os gestores”, salientou a secretária.

Desafios para gestores, professores e também para os coordenadores, que são responsáveis por intermediar diferentes situações e que precisam estar preparados para todos os desafios no ambiente escolar. “Aqui, aprendemos a recriar nossa identidade como coordenadores. Para isso, é preciso se preparar, fazer as formações e mostrar que devemos estar prontos sempre, sabendo gerenciar nossas atividades trabalhando em cima disso”, finalizou a coordenadora pedagógica, Amanda Eliane.

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