Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 23 de Março de 2019

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Em reunião "fechada", Aneel não explica e Felipe mantém movimento contra alta nas contas de luz

Assessoria de Comunicação
Foto: Tereré News Parlamentares acompanharam a reunião.
Parlamentares acompanharam a reunião.

As explicações dos técnicos da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) não convenceram o deputado estadual Felipe Orro sobre os motivos que levaram ao aumento brutal nas contas de energia elétrica em Mato Grosso do Sul nos meses de dezembro e janeiro, e o parlamentar disse que vai intensificar o movimento cobrando uma atitude clara da agência e dos órgãos competentes para proteger os direitos do consumidor.

Foto: DivulgaçãoCrédito da imagem Tereré News
Crédito da imagem Tereré News

A reunião que serviria para a Aneel fazer os esclarecimentos aconteceu na manhã desta quinta-feira (14), em um prédio do Senai, ligado à Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), e não foi aberta a perguntas do público presente.

Convocado inicialmente pela Assembleia, o diretor da Aneel, André Pepitone, acabou sendo conduzido para um evento da Fiems, fato que causou a estranheza do deputado. “Sou presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, estou acompanhando esse clamor da população desde janeiro, participei de audiências em várias câmaras municipais do interior e duas aqui na Capital. Mas não tive direito a usar a palavra nessa reunião com o diretor da Aneel. Tinha muitos questionamentos a fazer, as explicações dadas são as mesmas da Energisa que não convencem. Não entendo o propósito disso, só sei que para o bem do povo do meu Estado é que não foi”, disse o deputado.

Felipe Orro afirmou que vai manter as ações colhendo informações que possam servir de provas contra o que viria a se caracterizar num erro da concessionária que teria provocado um prejuízo milionário. “São muitos consumidores que tiveram aumentos absurdos, o triplo ou até mais, nos últimos meses. Isso não pode estar certo. A Energisa tem a mesma explicação da Aneel, dizem que houve aumento de consumo, e que foram poucos os consumidores impactados, um percentual mínimo, o que não se confirma pelo volume de queixas que temos recebido”.

Outra evidência apontada pelo deputado é que o Procon aplicou multas contra a Energisa baseado em queixas ocorridas nos últimos meses. “Se multou é porque comprovou o erro. O Procon não multa por equívoco. Já solicitei essas informações e vamos juntar tudo e levar ao Ministério Público, vamos às últimas consequências para esclarecer muito bem isso tudo”.

Nem mesmo o presidente do Movimento Energia Cara Não, Venício Leite, teve direito a se manifestar na reunião. Venício contou que soube do encontro pela imprensa, não foi convidado, mas compareceu para levar os anseios de milhares de consumidores que aderiram ao movimento, porém não teve direito a usar da palavra e fazer qualquer questionamento aos técnicos da Aneel.

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