Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 24 de Agosto de 2019

Mato Grosso do Sul

Em Curitiba, Reinaldo Azambuja discute com chineses investimentos no corredor ferroviário bioceânico

Governo do Mato Grosso do Sul
Foto: Governo do Mato Grosso do Sul investimentos no corredor ferroviário

Representantes de grupos empresariais chineses e portugueses no Brasil discutiram formas de investimento no novo projeto da Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste), que liga os portos de Paranaguá (PR) e Antofagasta, no Chile. As perspectivas foram divulgadas nesta quarta-feira (7) em reunião realizada em Curitiba (PR) com a presença do governador Reinaldo Azambuja.

Possibilidades de rotas e ramais que ligarão Brasil e Chile, passando pelo Paraguai e pela Argentina, foram apresentadas no encontro. Um grupo de trabalho organizado pelo Governo do Paraná vai avaliar qual o melhor modelo a ser seguido. Atualmente, a Ferroeste liga as cidades de Cascavel a Guarapuava. Novos projetos pretendem aumentar a extensão da linha de ferro até as cidades de Dourados e Maracaju.

Mato Grosso do Sul tem interesse na construção de uma nova linha de escoamento da produção por meio do Oceano Pacífico. “Seremos mais competitivos com essa nova saída. Agora é olhar a melhor lógica e modelagem”, afirmou Reinaldo Azambuja. Ele ainda defendeu a discussão conjunta do traçado, uma vez que a integração logística dá mais competitividade aos produtos brasileiros e asiáticos.

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, também reafirmou a relevância do projeto.  “É um sonho tirar do papel o corredor bioceânico, mas qualquer decisão depende do Governo Federal. Precisamos vencer a burocracia, especialmente para criar uma normativa alfandegária única, já que envolve quatro países”, destacou.

“É uma grande oportunidade. Os agentes financeiros estão muito interessados no projeto. O desafio não é financeiro, é mais de governança”, acrescentou Josemar Ganho, consultor e estruturador do projeto bioceânico pela Onlystars/ICBC, que representa os grupos empresariais chineses e portugueses.

Corredor ferroviário

Com 2,5 mil quilômetros, o projeto inicial de implantação do corredor bioceânico ferroviário facilita as exportações do Cone Sul do Brasil para os países asiáticos pelo Oceano Pacífico. O estudo já foi apresentado ao presidente Jair Bolsonaro, ao presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, ao ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e ao diretor-presidente da Itaipu, Joaquim Silva e Luna, informou o governo paranaense.

Também participaram o encontro o secretário Jaime Verruck (Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), o vice-governador do Paraná, Darci Piana; e demais autoridades do estado vizinho.

Bruno Chaves, Subsecretaria de Comunicação (Subcom) com Governo do Paraná

Foto: Tiago Stocchero

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