Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 15 de Outubro de 2019

Internacional

Dois homens alegadamente envolvidos nas pressões de Trump sobre a Ucrânia presos por financiamento ilegal de campanha

ANA FRANÇA
Foto: Divulgação / Assessoria dois20homensjpg.jpg

Dois homens próximos do advogado pessoal de Donald Trump - que também estiveram envolvidos nos esforços do Presidente dos Estados Unidos, recentemente postos a nu, para que alguns dos seus adversários políticos fossem investigados em países estrangeiros - foram esta quinta-feira acusados de violarem a lei do financiamento de campanha, de acordo com documentos do tribunal aos quais o “New York Times” teve acesso.
Lev Parnas e Igor Fruman são próximos de Rudy Giuliani, advogado mas também confidente do Presidente, além de ser citado num depoimento apresentado por um denunciante anónimo como uma das figuras mais importantes do caso que está a colocar toda a presidência em alerta: a pressão de Trump e dos seus homens mais próximos sobre o presidente ucraniano,Volodymyr Zelensky, para que este abrisse uma investigação à família de Joe Biden, um dos seus mais pesados opositores políticos na corrida à Casa Branca em 2020. Ambos estavam na calha para serem chamados a depor no processo de impeachment que a Casa dos Representantes abriu contra Trump, já que ambos serviram de ligação entre as autoridades ucranianas e Giuliani, enquanto este último tentava descobrir informação que pudesse usar para levar para encorajar os procuradores ucranianos a anunciarem a abertura de uma investigação aos Biden.
Além de Parnas e Fruman, o primeiro nascido na Ucrânia e o segundo na Bielorrússia, estão também acusados de fraude eleitoral David Correia e Andrey Kukushkin - o primeiro é cidadão norte-americano e o segundo também é ucraniano. Os quatro acusados têm todos nacionalidade norte-americana mas só três estão sob custódia das autoridades porque Kukushkin está em fuga.
Os democratas da Casa dos Representes esperavam poder ouvir Parnas esta quinta-feira e Fruman esta sexta, apesar de nenhum deles estar disponível para aparecer de forma voluntária. Os democratas iam intimá-los a comparecer mas com estas acusações não é certo qual será o próximo passo da “equipa da destituição”. Em causa está uma doação considerada fraudulenta pelos investigadores policiais de 325 mil dólares a uma associação política (as chamadas Super PAC), pró-Trump.

Deixe seu Comentário