Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 22 de Outubro de 2019

Internacional

Destruído carvalho plantado em memória de vítima de grupo neonazi na Alemanha

Expresso - Portugal
Foto: Divulgação / Assessoria httpariquemesonlinecombrimg371602gdestruidojpg.jpg

As autoridades alemãs censuraram esta sexta-feira a destruição de um carvalho que foi plantado em memória de uma vítima do grupo neonazi Nacional-Socialista Clandestino (NSU, na sigla em alemão), noticiam as agências internacionais.
As autoridades culpam o grupo NSU pela morte de 10 pessoas entre os anos de 2000 e 2017, a grande maioria imigrantes.
Em julho de 2018, o Tribunal de Munique condenou a prisão perpétua a única sobrevivente do grupo neonazista, Beate Zschape, de 43 anos, pela sua participação numa dezena de assassínios racistas, num caso incomum que chocou a Alemanha.
O grupo era um trio que Zschape formava com Uwe Mundlos, 38 anos, e Uwe Bohnhardt, 34 anos.
Em 2011, os dois homens foram encontrados mortos a tiro pela polícia que os ia deter, fazendo os investigadores questionarem se foi suicídio coletivo ou se um deles matou o outro antes de se matar. O NSU assassinou oito pessoas turcas, uma grega e uma agente policial.
Após cinco anos de julgamento, o tribunal considerou Zschape culpada dos dez ataques perpetrados pelo NSU.
As fontes oficiais no leste da cidade de Zwickau afirmam que a investigação está em curso para descobrir quem serrou a árvore que honrava a memória da primeira vítima do grupo, apenas semanas depois de ter sido plantada. A vítima, Enver Simsek, era florista.
O porta-voz do Governo, Steffen Seibert, condenou esta sexta-feira o ato como "simplesmente chocante".
Seibert afirmou aos jornalistas, em Berlim, que os assassínios foram "motivo de vergonha" e que a Alemanha tem, para com as vítimas e as suas famílias, o dever de as lembrar.

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