Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 16 de Julho de 2019

Campo Grande

Com um ano de obra, 14 de Julho é projeto inédito com conceitos modernos que transformam o centro da cidade

Prefeitura Municipal de Campo Grande/MS
Foto: Prefeitura Municipal de Campo Grande/MS Projeto inédito com conceitos modernos

Imagine um centro mais arborizado, com espaço para andar sem tropeçar em calçadas quebradas, com lugares para sentar nos intervalos de suas compras, sem ter que olhar para fios e mais fios, usando a conexão de wi fi no meio da rua e colocando sua bicicleta em um espaço reservado e seguro para ela. Até parece ficção, mas não é. Estamos descrevendo como vai ficar a Rua 14 de Julho, principal via de comércio da capital, depois da requalificação prevista no Programa Reviva Campo Grande.

Há exato um ano, em 15 de maio de 2018, o prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad assinava a ordem de serviço para iniciar a requalificação. Saía do papel um projeto robusto e amplamente discutido com a população, que prevê mudanças significativas na 14 de Julho.

Desde o início das obras na Rua 14 de Julho, focadas em requalificar um centro já degradado, muito foi feito. Mais de 60% das obras foram concluídas e já dá para imaginar como a via ficará mais bonita, tranquila, arborizada e segura. Para se ter uma ideia da complexidade da obra, as profundas escavações mexeram em estruturas antigas, de mais de 60 anos. E tudo foi trocado. A rede de esgoto foi o primeiro serviço a ser concluído, seguido da drenagem. O revestimento novo das calçadas, a rede elétrica e de telecomunicações, abastecimento de água, além da infraestrutura para Agetran, segurança e TI estão com mais da metade dos serviços concluída. Quando a obra for finalizada, com previsão para novembro deste ano, não se verá mais os fios nos postes que prejudicam a imagem da cidade.

Outro fato inédito na obra de requalificação da Rua 14 de Julho é o cuidado com a arborização urbana. Nunca, na história da administração pública de Campo Grande, foi pensado um paisagismo do porte do que terá na 14. Serão mais de 180 árvores, todas com cerca de cinco metros de altura, espaçadas, coloridas e alegres. Com isso, a temperatura ficará mais amena, trazendo conforto aos pedestres.

Como uma grande engrenagem que se completa, o projeto foi dimensionado em todos os aspectos. Com o conceito de devolver a rua aos pedestres, tirando da 14 o status de via de passagem, a proposta é fazer com que o cidadão tenha prazer em realizar suas compras naquele local, podendo andar com tranquilidade, sem concorrer com os carros. Para isso, serão instaladas ilhas de descanso, com lugar para sentar, lixeiras especiais, todo um mobiliário direcionado ao bem-estar. Além da adoção do conceito de trânsito calmo, com faixas elevadas para dar mais segurança ao pedestre. É o centro da cidade sendo pensado para as pessoas, para o convívio.

Dentre as inovações previstas no projeto está a instalação de rede de wi fi em toda a via e câmeras de segurança em cada quadra. “Temos a concepção de um projeto que leva para a área central a proposta de um shopping a céu aberto, com toda a confortabilidade que o cidadão merece e busca quando vai fazer compras. Vamos devolver ao centro o status de coração comercial da cidade, e desta vez, um coração requalificado”, afirma a coordenadora do Reviva Campo Grande, Catiana Sabadin.

De dentro para fora

Quem trabalha nesta obra emblemática e única carrega, além da responsabilidade de entregar um projeto inovador, a expectativa como cidadão, como morador de Campo Grande.

A arquiteta Pâmela Farias, técnica de segurança do trabalho e fiscal da obra e que nasceu na capital, viu de perto como o centro da cidade estava degradado e está contando os dias para a entrega da via. “É o novo chegando na capital. Campo Grande tem uma cultura interiorana e, trazendo uma rua completamente revitalizada, a principal rua de Campo Grande, com todo esse fator histórico que ela tem, com fiação subterrânea, é o pontapé para mudarmos outras ruas da cidade. O centro, a partir das 18 horas é morto e, com a requalificação, você acaba impulsionando não só o comércio, como também o turismo”.

Rosângela de Oliveira Nunes, estagiária de engenharia civil, avalia que participar de uma obra dessa magnitude é bom em todos os aspectos. “A rua vai ficar realmente bonita, um lugar que vai trazer mais harmonia. Do ponto de vista profissional, é imensurável. Eu passei por todas as fases da obra e isso vai agregar muito na minha carreira”.

O encarregado de obra Mauro César Lima Alexandre não vê a hora de estar tudo pronto. “É uma transformação para a melhoria da cidade. Vai melhorar tanto para os lojistas, para o turista, como para quem mora em Campo Grande. Ela está sendo muito bem executada. Daqui uns dez, quinze anos, posso falar para meus netos que fiz parte disso, dessa mudança toda. É muito orgulho”.

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