Caso Bruno: Família da vítima clama por justiça

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“Hora da Verdade”: Cristhiano Luna sentado no banco dos réus, no Tribunal do Júri, em Campo Grande- MS (Foto: Tereré News)
local estava lotado com estudantes de direito, familiares das duas partes e imprensa.

Esta acontecendo desde a manhã desta sexta-feira (24), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, o caso do estudante acusado de ter matado com golpe de jiu-jitsu o segurança Jefferson Bruno Gomes Escobar na porta de uma casa noturna da Capital. O crime teria ocorrido em decorrência de uma briga iniciada dentro do estabelecimento.

Um telão foi montada em outra sala para as pessoas acompanharem o julgamento.

Segundo a acusação, na madrugada do dia 19 de março de 2011, o réu estava na casa noturna e por duas vezes teria agido de maneira desrespeitosa com um dos garçons. Uma vez que já fora advertido para não proceder dessa forma, o segurança retirou o acusado da casa de shows, momento em que a confusão começou. Resistindo à condução, o homem, lutador qualificado, desferiu vários golpes no segurança, mesmo depois que este começou a passar mal. Jefferson Bruno apresentou dificuldades para respirar, foi socorrido prontamente, mas não resistiu e veio a óbito no próprio local.

Os familiares da vítima clamam por justiça e acompanham o julgamento.

Diante destes fatos, o Ministério Público considerou tratar-se de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ainda de acordo com o órgão de acusação, o réu também teria ofendido a dignidade do garçom ao atacá-lo verbalmente com elementos referentes à raça, cor e etnia. Assim, pediu, igualmente, a pronúncia no crime de injúria racial.

Com apenas cerca de três meses do recebimento da denúncia, o juiz Aluizio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, decidiu pelo julgamento popular conforme a denúncia ofertada, inclusive designando data no mês de agosto daquele ano para seu processamento.

Familiares da vítima acompanham o julgamento.

Todavia, deu-se início a uma série de recursos processuais intentados tanto pela defesa quanto pela assistência de acusação, o que levou à suspensão do julgamento e à apreciação pelo STJ sobre o caso. Somente este ano, o tribunal superior decidiu o recurso e o processo pôde seguir para o julgamento popular nos mesmos termos da decisão do magistrado de 2011.

Tereré News com informações do TJ/MS.

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Editor - Tereré News

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