Campo Grande/MS, 15 de Dezembro de 2018

Nacional

A brincadeira na PGR é que Aécio preferiu não ler a denúncia contra ele

Redação TerereNews
Foto: aecio aecio
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[caption id="attachment_40276" align="alignnone" width="680"] Candidato a réu da Lava-Jato (Lula Marques/PT)[/caption]

 

Aécio Neves escreveu um artigo para a “Folha de S.Paulo” desta segunda (16) para se defender publicamente do episódio em que pede 2 milhões de reais a Joesley Batista.

O conteúdo do texto chegou à PGR, obviamente. Dois pontos levaram os auxiliares de Raquel Dodge às gargalhadas.
O senador afirma ser “acusado de corrupção passiva, crime que pressupõe que um agente público receba vantagem indevida em troca de contrapartida”.

Na PGR, na melhor das hipóteses, ficou a impressão de que ele não leu a legislação em que é enquadrado.

Para praticar corrupção passiva, o sujeito não precisa, necessariamente, receber coisa alguma, basta negociar um agrado, mínimo que seja.

Eis a lei: “Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem”.

Aécio também argumenta no artigo publicado pelo jornal ser impossível que os milhões de Joesley eram propina, pois, segundo ele, a própria PGR reconhece a ausência de uma contrapartida para o empresário.

Não é verdade.

Raquel Dodge escreveu o oposto no memorial enviado nesta segunda (16) aos ministros do Supremo, que amanhã decidirão se transformam Aécio em réu da Lava-Jato.

“Esses elementos, associados aos termos da própria solicitação de vantagem indevida imputada na denúncia, são indicativos de que Aécio Neves, de forma consciente, recebeu por intermédio de terceiros, vantagem indevida não por solidariedade ou qualquer outra razão alegada pelas defesas, mas porque estava preparado para prestar as contrapartidas de interesse do grupo J&F, no momento oportuno. Justamente por isso é que disponibiliza a Joesley Batista qualquer diretoria da Companhia Vale do Rio Doce (VALE) que fosse de interesse do empresário, conforme narra a denúncia”.

 

Fonte: Veja.com

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