Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 20 de Junho de 2019

Economia e Negócios

Batalha pelo controle da Eldorado Brasil entra na fase da arbitragem internacional

Mercado Aberto - Cristina Frias
Foto: Tereré News Eldorado Brasil em Três Lagoas-MS

O caso da venda da Eldorado, empresa de celulose da J&F, para a Paper Excellence, judicializada pelos compradores, deve começar a tramitar na Câmara de Comércio Internacional, de arbitragem, neste mês.

O contrato de aquisição foi assinado em setembro de 2017. Uma das condições para a venda era que a adquirente precisaria resolver parte das dívidas da Eldorado.

A companhia de papel tem linhas de crédito cujas garantias são ativos do grupo J&F.

Havia um prazo para que a alavancagem fosse resolvida: 3 de setembro de 2018. Se, até lá, a questão não estivesse solucionada, a Paper Excellece ficaria como minoritária.

Nesse intervalo, mudanças do câmbio e do preço da celulose melhoraram o valor patrimonial da Eldorado. 

A Paper Excellence considera que a J&F passou a dificultar o pagamento das dívidas e não colaborar, e judicializou o caso.

“As soluções apresentadas para as garantias, como um aporte na Eldorado para pagar as dívidas antecipadamente, não estavam previstas no contrato”, diz Eduardo Munhoz, advogado que defende a J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista no processo.

A Justiça decidiu, no fim de novembro, em votação em segunda instância, não dar mais prazo, que era um dos pedidos da compradora, e também que a câmara de arbitragem terá a palavra final.

A abertura do processo arbitral abre espaço para pedidos de indenização dos dois lados.

A multinacional, por exemplo, alugou um escritório para mais de cem pessoas, que está vazio até hoje.

A J&F alega que também teve prejuízos em decorrência do litígio, segundo Munhoz.

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