Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 24 de Maio de 2019

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Balanço da Operação Negócio de Família é apresentado pelo Promotor de Justica da comarca de Água Clara

Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul
Foto: Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul Operação Negócio de Família

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em conjunto com a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Água Clara, faz um balanço da Operação Negócio de Família, ocorrida na terça-feira (16/4), no Município de Água Clara.

Durante a Operação, foram presos dois ex-presidentes da Câmara de Vereadores, um deles vereador de Água de Clara com 8 (oito) mandatos consecutivos. Foram aplicadas medidas cautelares ao atual Presidente da Câmara de Vereadores de não se ausentar da comarca por mais oito dias e comparecimento em Juízo para justificar atividades, além de ter sido afastada do cargo uma servidora da Câmara.

Em Campo Grande, foram presos dois empresários, sócios das Empresas de Consultoria envolvidas, um deles ex-contador da Casa de Leis. Foram apreendidas, ainda, três armas de fogo com um dos ex-presidente da Câmara de Água Clara, preso na Operação.

No decorrer das investigações, conduzidas pela Promotoria de Justiça de Água Clara, apurou-se o desvio de verba pública na Câmara Municipal do Município, via elaboração de processos licitatórios fraudulentos para a contratação de assessoria em diversas áreas da gestão pública.

O trabalho de investigação apurou que o desvio do dinheiro público teve início com a elaboração de processos licitatórios fraudulentos, na modalidade carta convite, os quais eram direcionados a empresas pré-determinadas. Sendo assim, a empresa que vencia a licitação não prestava o serviço, porém recebia todos os valores, os quais, posteriormente, eram repassados aos agentes públicos envolvidos.

A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Água Clara e o GAECO apuraram que a organização atuou por anos desviando valores, que podem chegar a 900 mil reais, dos cofres da Câmara Municipal de Água Clara. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da comarca de Água Clara.

Texto: Waléria Leite – Assessora de Comunicação/jornalista – com informações da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Água Clara /GAECO

Foto: GAECO/MPMS

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