Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 17 de Outubro de 2019

Tecnologia

Austrália conclui que China foi responsável por ataque informático ao parlamento

Sapo
Foto: Divulgação / Assessoria httpariquemesonlinecombrimg369929gaustraliajpg.jpg

Os serviços de inteligência da Austrália (Australian Signals Directorate) concluíram que a China foi responsável pelos ataques informáticos de fevereiro que afetaram a rede interna do parlamento e os três maiores partidos políticos. A informação é avançada pela agência Reuters, que cita cinco fontes ligadas ao processo de investigação.
De acordo com a informação agora divulgada, a autoria do ataque é atribuída ao Ministério de Segurança do Estado chinês, tendo o relatório com a conclusão, que também contou com dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros australiano, sido entregue em março.
O próprio relatório recomendava que o resultado da investigação não fosse divulgado para não criar problemas diplomáticos entre a Austrália e a China, duas das fontes adiantaram. Apesar deste sigilo público, o relatório foi partilhado com os EUA e Reino Unido, países considerados como aliados da Austrália.

Em reação à informação avançada pela Reuters, o gabinete do primeiro ministro australiano, Scott Morrison, recusou comentar os ataques e as conclusões do relatório. O “silêncio” estendeu-se também aos serviços secretos.
Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês nega o envolvimento do país nos ataques. «Quando se investiga e determina a natureza de incidentes online é necessário haver provas dos factos, caso contrário criam-se apenas rumores e difamação, atribuindo-se rótulos às pessoas de forma indiscriminada. Gostaríamos de reforçar que a China também é alvo de ataques pela internet», sublinhou o ministério chinês na resposta.
Os ataques aconteceram em fevereiro, três meses antes das eleições federais e que tiveram como objetivo eleger os representantes políticos para o parlamento australiano. No caso dos partidos atacados, houve acesso a documentos relacionados com temas como impostos e política externa, assim como a e-mails, mas não há provas de que a informação acedida tenha sido usada para influenciar o processo eleitoral.
RUI DA ROCHA FERREIRA

Deixe seu Comentário