Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 24 de Agosto de 2019

Internacional

A fome não pára de aumentar no mundo e já atinge mais de 821 milhões

Expresso – Portugal
Foto: Divulgação / Assessoria a20fomejpg.jpg

Mais de 821 milhões de pessoas, ou seja, uma em cada nove, passam fome no mundo, revela o relatório “O Estado da Segurança Alimentar no Mundo” esta segunda-feira divulgado.
De acordo com o documento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa Alimentar Mundial (PAM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a fome aumentou em todo o mundo em 2018, pelo terceiro ano consecutivo, superando os 811 milhões registados em 2017.
Em situação de insegurança alimentar severa encontram-se cerca de 700 milhões de pessoas, contra 1,3 mil milhões em situação de insegurança alimentar moderada.
Foram os conflitos, as alterações climáticas e as crises económicas que atingiram várias regiões do globo que contribuíram mais para este crescimento.
A situação mais grave assinala-se em África, onde a fome continua a aumentar a um ritmo acelerado (256,1 milhões), embora seja na Ásia onde se registam mais pessoas em situação de má nutrição (513,9 milhões), refere o relatório. É também nestas duas regiões, onde paralelamente, se verificam mais crianças obesas devido a dietas pouco equilibradas.
O crescimento da obesidade assinala-se em todas as regiões do globo, sobretudo entre menores em idade escolar (338 milhões) e adultos (672 milhões). Mas são sobretudo as mulheres que têm mais hipóteses de se encontrarem numa situação de insegurança alimentar.
Segundo os autores do relatório é vital uma “transformação estrutural” para combater este problema, associando as questões da segurança alimentar e da nutrição aos esforços em termos da redução da pobreza e da desigualdade no mundo.
O objetivo de erradicar a fome no mundo até 2030 parece cada vez mais distante, mas os especialistas advertem para a necessidade de mudar os hábitos de consumo e combater o desperdício alimentar. Aliás, um alerta que já tem sido feito noutros relatórios.
LILIANA COELHO
 

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