Campo Grande - Mato Grosso do Sul, 23 de Setembro de 2019

Espiritualidade e religião

7 de Setembro: a Maçonaria e a Independência do Brasil

Ato Astral
Foto: Divulgação / Assessoria 7jpg.jpg

Algumas das personalidades históricas mais importantes que fizeram parte do processo que levou à Independência do Brasil eram maçons. Assim, não é de se estranhar que essa “coincidência” tivesse influenciado nos rumos do Brasil no século XIX. Confira algumas evidências de que a Maçonaria e a Independência do Brasil estiveram no mesmo barco. A Maçonaria […]

Algumas das personalidades históricas mais importantes que fizeram parte do processo que levou à Independência do Brasil eram maçons. Assim, não é de se estranhar que essa “coincidência” tivesse influenciado nos rumos do Brasil no século XIX. Confira algumas evidências de que a Maçonaria e a Independência do Brasil estiveram no mesmo barco.
A Maçonaria dividida
A ordem já estava instaurada em terras tropicais em 1822, passando por um momento de divergência. Não que os maçons fossem contrários à independência, contudo, as ideias republicanas não eram unanimidade.
De um lado estava o grupo liderado por Joaquim Gonçalves Ledo (1781–1847), republicano, apoiador do Dia do Fico e com um adversário à altura. Sua facção reforçava que a República seria a saída para o cenário político do país.
De outro, estava parte da Ordem, liderada por José Bonifácio (1763-1838), oponente natural de Joaquim Gonçalves, que não abria mão de Dom Pedro e seus poderes monárquicos.
Aparentemente neutro, Dom Pedro chegou a participar das duas “frentes” e, na época, os debates poderiam acontecer tanto em lojas maçônicas como em eventos sem uma denominação específica, as famosas palestras.
Contudo, foi preciso sair de cima do muro. Tanto que, em um dos encontros, Dom Pedro teria jurado lutar a favor da liberdade e independência do país, em um discurso totalmente convergente com as propostas de José Bonifácio.
Pedro, o Grão-Mestre
Que José Bonifácio e o príncipe estavam próximos é inegável. Tanto que, ao integrar a loja Comércio e Artes, Dom Pedro adotou o nome Guatizomim, em referência ao último imperador asteca, por sugestão do próprio José Bonifácio.
Naquele mesmo ano, 1822, o herdeiro foi elevado a Mestre em agosto e, meses depois, tornou-se Grão-Mestre, especula-se, com propósitos políticos. Contudo, a situação ainda era de instabilidade, o que não impediu que Dom Pedro fosse aclamado imperador.
Disposto a estabilizar os ânimos dos descontentes, foi do Rio de Janeiro a São Paulo, quando recebeu uma surpresa na volta. Cartas da Coroa foram enviadas ao príncipe, muitas das quais o fizeram sentir-se perseguido. Com o ego ferido, declarou: “Nada mais quero do Brasil e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal”.
Não que a decisão fosse sair de graça: muitos conflitos decorrentes da independência marcam a história do país, afinal, Portugal não aceitaria as decisões de bico fechado. Decisões estas que, como se conclui, tiveram a influência do poder da sociedade secreta.

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