Reinaldo Azambuja exonera Nelson Tavares e anuncia novo secretário de Saúde de MS

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Saída de Tavares foi pedida por ele, segundo Diário Oficial do estado desta quinta-feira (7). Novo gestor da pasta será o advogado Nelson Coimbra.

governo de Mato Grosso do Sul publicou no Diário Oficial, nesta quinta-feira (7), a exoneração de Nelson Tavares do cargo de secretário de Saúde do estado. No lugar dele, assume o advogado Carlos Coimbra, segundo anúncio do próprio governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
O G1 tentou contato com o ex-secretário, mas não teve os telefonemas atendidos.
A exoneração de Nelson, que ficou à frente da pasta por quase três anos, aparece no diário como sendo um pedido dele. Apesar de assinada pelo governador na quarta-feira (6), a saída de Tavares começa a valer a partir da data de publicação, ou seja, nesta quinta.
De acordo com a assessoria de imprensa do estado, mesmo com Reinaldo Azambuja tendo anunciadohoje o nome do novo gestor da saúde de Mato Grosso do Sul, ainda não há uma confirmação de quando Carlos Coimbra deverá assumir.
Coimbra está há dois meses à frente da gerência administrativa do Hospital Universitário da UFMS – onde deve permanecer até a próxima quarta-feira (13), segundo a assessoria dele. Carlos também foi diretor do Hospital de Câncer de Campo Grande e se especializa em gestão hospitalar.
 

Não aplicação de verba
 
Nelson Tavares foi alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do estado por ele não usar R$ 8.714.503,31, ou seja, 47,93% dos R$ 18.182.051,37 enviados pelo governo federal, em 2015 e 2016, em combate contra endemias.
Segundo as investigações, em 2015 foram gastos 44% desse dinheiro. No ano seguinte, dos R$ 9.467.548,06 milhões da verba que restavam, a secretaria usou apenas R$ 300 mil, 3% do total. Além disso, quase três milhões e meio de reais não tinha comprovação.
O promotor Marcos Alex Vera afirmou que o dinheiro poderia ser usado na contratação de agentes de saúde, compra de veneno para o fumacê, campanhas publicitárias e até compra de veículos.

“O que faltou foi planejamento, foi ações concretas, agora recursos havia e infelizmente teve de ser restituído ao Ministério da Saúde em razão dessa não utilização”, disse o promotor.
O estado também poderia ter repassado a verba para as prefeituras fazerem o trabalho. Mas sem utilização, R$ 8.714.503,31 precisaram ser devolvidos à União.
“Perde-se a oportunidade. A população deixa de receber o benefício que aquele recurso transferido traria”, afirmou o chefe da Controladoria Geral da União no estado João Paulo Barbiere.
A ação pede a cassação dos direitos políticos do secretário e aplicação de multas e uma indenização por danos morais coletivos de R$ 500 mil. Nos últimos dois anos, Mato Grosso do Sul ficou entre os quatro estados com a maior incidência de dengue no país. Durante os dois anos, o estado teve 77 mil casos de dengue. Nesse período, 17 pessoas morreram por causa da doença.

G1/MS.

Foto: Folha de Dourados.

Tereré News

Editor – Tereré News

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